ESPELHO, ESPELHO MEU

Com quantos anos acordei hoje? Será que vinte cinco, cinquenta e quatro ou setenta e cinco? Pois é, para quem sempre acha que pode fazer tudo o tempo todo, nem sempre é fácil perceber que um dia você pode nadar os cem metros rasos e, no outro, o melhor mesmo é voar baixo, sem gastar muita energia. Neste dia, melhor perceber que acordou vinte anos mais velho, com setenta e cinco.
Nestes dias de cansaço e noites mal dormidas, sensação de olheiras no pé, dor nas costas, melhor mesmo é agradecer ao mosquito que pousou no espelhinho do banheiro. E, por conta disso, passei um fim de semana respondendo aos amigos o que havia acontecido com o espelho, o que respondia: “para matar um mosquito matei o espelho sem querer, e coitados, morreram os dois. Vou colocar uma foto do Dalai Lama, que vai ser mais útil ao escovar os dentes.” O que a amiga Miriam retrucou: “quanto desprendimento”.
Ontem pela manhã olhei para o buraco vazio na moldura e, após uma noite mal dormida, agradeci por não me ver com os setenta e cinco anos que acordei.  Mas o dia passou e consegui entender minhas limitações após um pouco mais de quatro horas dormidas, descobri como dar um pouco de liberdade para Dudu, o motivo da noite de vigília, após a cirurgia de castração do pequeno cão.
Mas voltando aquele fim de semana com os amigos, percebo que aquele pequeno grupo tinha algo em comum: coragem para mudanças e “tentativa” de consciência das limitações que a vida e o tempo nos impõe. E estar entre amigos é também fazer um tipo de terapia de grupo, quando observar, ouvir e, por vezes, ficar em silêncio, fazem parte do exercício.
Talvez, por isso, levaram na brincadeira a ausência do espelho no banheiro, por isso também acharam graça ao imaginar escovar os dentes olhando para o Dalai Lama. E, por isso, percebo que melhor que ter a imagem do sábio é ter na memória a imagem daqueles que seguram a sua mão e sabem se divertir com os meus devaneios. E para “compartir” o sentimento, a  super Pat fez a montagem na moldura do espelho do banheiro.
E percebo também que muito importa percebermos com quantos anos vamos acordar. Hoje o meu desafio maior é conseguir identificar o que cada etapa da vida tenta me mostrar, com a ajuda das pequenas sutilezas (do meu corpo) de cada dia.
E como sou uma otimista incurável, quem sabe passo o domingo com a sensação dos dezoito anos, ao sol, com a canga esticada na grama. E enquanto abro portas e janelas na @casa_passarim, deixo vocês com a nossa Elis Regina, com os versos de Zé Rodrix, a melhor tradução dos meus sonhos. Namastê.

Casa no campo: https://www.youtube.com/watch?v=1edqNf1AYBE

Quero, Quero é grito de Tunico da Vila

Tunico da Vila chegou meio que de repente e nada de mansinho ou devagarinho como o pai. E como já chega chegando, lança pela Sony Music o single e o clipe de Quero, Quero, releitura para o samba de autoria de Martinho da Vila, gravada originalmente no LP Presente, em 1977. Single e clipe chegam às plataformas digitais com a mistura do rap, com mensagens sobre liberdade e os direitos soberanos dos seres humanos.
A releitura do cantor e compositor conta com as participações mais que especiais do pai de Tunico, Martinho da Vila, e dos rappers BK, Dexter, Rappin Hood, Kamau, Rashid, e do coletivo Melanina Mc´s, que fizeram inclusões originais na canção (conforme letra completa da música e inclusões, em anexo).
Evoé Tunico, o seu grito nos representa.
Assista ao clipe de “Quero, Quero”: https://youtu.be/4ARO2ZHzqPA
Ouça a música “Quero, Quero”: https://SMB.lnk.to/QueroQuero

Faz de conta

Faz de conta que é domingo, que hoje é um domingo como qualquer outro. Estica uma canga, deite na grama despretensiosamente e coloque sua barriga ao sol. Observe que as vezes vele descobrir o melhor sorriso para a foto ficar feliz, perceba o cheiro do café. Seja curioso.
Vai lá e não exija muito de você porque às vezes o melhor a fazer é o que dá para fazer, e observe que até aqui deu certo. Perceba que o sorriso ficou mais fácil na era digital.
As vezes pode até estar tudo fora da ordem nacional, mas sorrir na foto, observar uma parede de tijolinho e parar a caminhada para fotografar é um momento feliz, com os amigos do trabalho, com o namorado, com os filhos, num domingo, ainda pode ser a melhor forma de dar conta e até acho que estamos sorrindo mais por conta desta forma nova de olhar através da tela do celular.
Então, faz de conta que é domingo, Dia das Mães, mas que é um domingo como pode ser qualquer outro, de amor divino, de mãe, incondicional e verdadeiramente afetuoso. De abraço, aquele acolhedor, naquele que você embalou, na mãe que você também embalou e olhe pro céu, agradeça apenas.
E hoje, trabalhando aqui em Paraty, agradeço ao Diego por me deixar ser sua mãe. Ao Dudu, meu jovem e pequeno filho cão que sabe como ninguém sorrir para a foto e colocar a barriga ao sol. E, simples assim, desejo um feliz Dia das Mães para todos nós – trabalhando ou não. beijo, Tia.
#bourbonfedtivalparaty
Paraty, RJ, 12 de maio de 2019.

Conexão Páscoa

Precisei arrumar a mala, fazer caber doces e cachaças. Mudas de plantas. Pensei que não daria conta de arrumar lugar para tudo, mas como não caberia tanto amor, misturado às minhas lembranças naquela bagagem de Páscoa.
Percebi ali, sentada no chão do quarto da prima Maria, que a conexão estava lá, que não havia se perdido – entre a nossa última Semana Santa na roça, no Sitio em Ponte do Balanço, em Santa Leopoldina, em 1978 e os nossos almoços e jantares desta Páscoa, em 2019.
Papai costumava visitar a única irmã que permaneceu no Espírito Santo. Tia Nair, o marido, Tio Orlando e os primos nos esperavam todos os anos  para comer a torta capixaba, tradição nas refeições de sexta, sábado, domingo, e enquanto durarem os estoques da iguaria. Mas papai nos deixou seis meses após aquela Páscoa de 1978 e nunca mais consegui retornar. Garota que precisou dar conta das ausências e talvez por honrar o luto da minha mãe, que jamais se recuperou daquele amor perdido num enfarto, quando ele tinha quarenta e seis e ela trinta e seis anos. 
Mas o tempo que passa é o tempo que cura, que dá a oportunidade de reconectar com o que temos de mais precioso: memória afetiva de boas lembranças – pessoas, lugares e comida. E enquanto as malas giravam na esteira do meu desembarque no Rio de Janeiro, pensei nesta connexio, palavra antiguinha que vem do latim, que ganhou novo significado na era digital.
Conexão: substantivo feminino, ligação, coesão, relação, ajuda. Palavra que representa ligação com a minha memória afetiva com eles, e com meu pai. Quando, com a ajuda deles, através deles, recupero as nossas memórias que constroem e resgatam a nossa relação: com Valter conversa, acolhimento, paizão de todos e o tipo físico; a molecagem e a lembrança do Wolgo (para mim o menino-Wolgo da minha lembrança), quando me mostrou o último presente do Tio, um caminhão de madeira que ganhou naquela Páscoa distante; Maria e sua generosidade em me cuidar, abraços de barriga, minha jardineira preferida. A nova, proveitosa e divertida conexão com os filhos dos primos, com Cinha, mulher do Wolgo e com Maria, mulher do Valter e, Zé Luiz, marido de Ana.
Com Ana, prima companheira daqueles feriados quando juntas, com os meninos Wolgo e Mazinho, íamos pular no riacho e debulhar milho para as galinhas.
Nesta Páscoa não faltou torta capixaba, piada, o humor, que marcam a nossa essência. Mas Ana, cozinheira de mão cheia, colocou à minha frente uma caixa com o doce que vovó fazia para levarmos. Paralisei. “Esperávamos ansiosos o Tio com as caixas de camisa com os doces da Dona Maria. Era o melhor da Páscoa”, me disse Ana. Lhe apertei nos braços e chorei. E eles eram o melhor da minha Páscoa.
Desembarquei com a saudade breve dos daqui, do Rio de Janeiro, do sítio em Pedro do Rio, precisava abraçá-los. Peguei minha mala cor de abóbora com o coração aquecido de amor e cuidados, com o desejo de manter a connexio com os que amo, sempre

Na foto, o CW morse telégrafo do meu pai, um homem da terra que me ensinou a manter a conexão. 

#passarimcomunicacao#pedrodorio#riodejaneiro#casapassarim#amigos#gratidao#somostodosleitores#ler#leitura#leitores#livroseleitura#livrododia#boaleitura#readers#reading#readersofinstagram#toread#livros#amolivros#instalivros#livrosemaislivros#redacao#trechosdelivros#booklover#compartilharamor#silvanaespiritosanto#writer#homeoffice#escrever

Release Trilha DO FILME Minha Fama de Mau

Foi uma honra ser convidada pela equipe de imprensa da Universal Music para escrever o release da Trilha Sonora do longa-metragem Minha Fama de Mau, lançada pela gravadora que um dia fiz parte da equipe de gerentes, onde atuei no marketing e na produção dos DVDs da cia.
E com vocês o meu release da trilha do longa-metragem sobre o nosso tremendão Erasmo Carlos. A-do-r-e-i!

Universal Music Brasil orgulhosamente apresenta a trilha sonora do filme “Minha Fama de Mau”
Mergulho emocionante na música de Erasmo Carlos chega às plataformas digitais no dia 11 de fevereiro de 2019

Eu digo não, digo não,
Digo não, não, não …
Perder uma namorada é uma coisa normal,
Mas é que eu tenho que manter a minha fama de mau!
Tenho que manter a minha fama de mau!
Tenho que manter a minha fama de mau!

Erasmo Esteves conquistou sucesso e ganhou o mundo com os versos da canção que embalou gerações. A música “Minha Fama de Mau”, da dupla Roberto & Erasmo, é de 1964, quando o cantor tinha em Elvis Presley seu maior ídolo. Influenciados pela nova música americana, Erasmo e seus amigos criaram uma sonoridade original para um novo movimento musical, que passou a ser reconhecido pelo nome de Jovem Guarda.
A trilha sonora “Minha Fama de Mau” é um mergulho emocionante na música do “Tremendão” Erasmo Carlos, que a Universal Music tem a honra de lançar, no dia 11 de fevereiro (de 2019), quando chega às plataformas digitais o álbum da trilha sonora do filme de Lui Farias. O longa-metragem “Minha Fama de Mau”, a cinebiografia sobre o cantor e compositor Erasmo Carlos, chega aos cinemas de todo o país no dia 14 de fevereiro de 2019.

 “Queria que as pessoas que assistirem ao filme sentissem a pressão sonora para complementar as alegrias e aventuras que estão rolando na tela. A Jovem Guarda é foda!”, declara Erasmo Carlos

Sob a direção artística do aclamado Max Pierre, a trilha sonora original conta com 17 faixas, sendo nove canções na voz do ator e cantor Chay Suede, que interpreta Erasmo Carlos no longa-metragem, seis músicas interpretadas pelo ator Gabriel Leone (Roberto Carlos) e três canções por Malu Rodrigues (Wanderléa). No filme, os atores são acompanhados pela atual banda de Erasmo Carlos, formada pelo maestro José Lourenço (arranjos, órgão Hammond, pianos, harmônica e flauta), Rike Frainer (bateria), Billy Brandão (guitarras, violão e cítara), Pedro Dias (baixo e vocais), Luiz Lopez (violão, voz guia e vocais) e Dirceu Leite (saxes e flautas).

Uma honra produzir a trilha musical do filme sobre a Jovem Guarda e a vida de Erasmo Carlos, um dos compositores mais importantes da música popular brasileira”, disse o produtor Max Pierre.

Interpretada por Chay Suede, a música de trabalho “Minha Fama de Mau” (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) abre a trilha sonora do filme. A versão original foi lançada por Erasmo em 1964, em compacto simples. Na sequência, Chay interpreta o hit “Festa de Arromba” (Roberto Carlos/Erasmo Carlos), outro sucesso na voz de Erasmo, lançado em compacto simples no ano seguinte. Gabriel Leone empresta a sua voz para uma das emblemáticas canções da dupla, “Parei na Contra Mão”, música que inaugura a parceria Erasmo & Roberto e foi lançada originalmente por Roberto Carlos em 1963, no 78 rotações “Splish Splash/Parei na Contramão”.
Chay Suede volta na faixa 4, “Eu Sou Terrível” (Roberto Carlos/Erasmo Carlos), tema do clássico musical “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, filme de Roberto Farias, lançado em 1967 – a trilha sonora do longa-metragem foi lançada na mesma época, com o mesmo sucesso do filme. Chay segue emprestando sua voz para “Lobo Mau” (The Wanderer), canção de Ernest Marasco em versão de Hamilton di Giorgio.

“A gente não tinha tanto material da época, muita coisa foi perdida ao longo do tempo. E isso acabou nos dando muita liberdade para retratar o universo daquela época e ir atrás das referências deles, o surgimento do rock no Brasil. O fato de a gente cantar foi abrindo certas portinhas para encontrarmos os personagens.”, afirma Chay Suede

Outro grande clássico da dupla Roberto & Erasmo é revisitado por Gabriel Leone. O rockabilly  “É Proibido Fumar”, originalmente lançado em compacto em agosto de 1964, é considerada uma das canções mais representativas do período. Posteriormente, a faixa foi regravada por diversos artistas, como Raul Seixas, A Bolha, Rita Lee, O Terço, Skank e o próprio Erasmo Carlos, coautor da letra. A música ainda ganhou uma versão em língua espanhola, “Es Prohibido Fumar”, que foi lançada no álbum “Canta A La Juventud”, de 1965. Em 2001, Roberto Carlos também fez uma nova versão da canção para o seu álbum “Acústico”.
A bela e talentosa atriz Malu Rodrigues também apresenta a sua voz em “Prova de Fogo”, clássico de Erasmo Carlos eternizado na voz da “Ternurinha” Wanderléa. Ocupando a oitava faixa, Chay Suede interpreta a balada “Sentado à Beira do Caminho”, também fruto da parceria com Roberto Carlos, gravada originalmente no álbum “Erasmo Carlos e os Tremendões”, de 1970. Chay segue em ritmo de brasa com “Vem Quente Que Estou Fervendo” (Carlos Imperial/Eduardo Araújo), registrada originalmente por Erasmo no compacto simples de 1967. De uma safra menos conhecida, Gabriel Leone agora apresenta “Susie”, um rockabilly de Roberto Carlos, gravada em LP de 1962. Na letra, o Rei revela as aventuras que fez para tentar conquistar um “broto”.
Malu Rodrigues interpreta ainda “Meu Anjo da Guarda” (Rossini Pinto/Fernando Costa), canção gravada originalmente no disco de 78 rotações que marcou a estreia de Wanderléa, lançado em 1962. A balada “Gatinha Manhosa”, outro clássico da dupla Roberto & Erasmo, também não ficou de fora, e agora ganha a interpretação de Chay Suede. Uma curiosidade: a faixa foi gravada primeiramente no álbum do Renato e Seus Blue Caps (Viva A Juventude, de 1965).
Gabriel Leone encarou o desafio de interpretar “O Calhambeque” (Road Hog), versão de Erasmo Carlos para a música de Gwen Loudermilk & John Loudermilk. Malu e Chay ainda fazem um emocionante dueto na canção “Devolva-me” (Renato Barros / Lilian Knapp), balada que na década de 60 ganhou interpretação de Erasmo e Wanderléa, da dupla Leno e Lilian (em 1962) e hit na voz de Adriana Calcanhoto, que a reapresentou para a geração dos anos 2000.
Também de outra lavra, “P’rá Sempre (Forever)”, canção de De Angelis & Marcucci, em versão de Paulo Murillo, que foi originalmente registrada por Erasmo em 1960, ao lado do grupo “The Snakes”, agora ganha os timbres de Chay Suede.
Fechando oficialmente o álbum, o hit “Amigo”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, interpretado por Gabriel Leone. A canção representa para os milhões de fãs da dupla de compositores a força da amizade entre eles.
Gabriel Leone também interpreta a faixa-bônus “João e Maria”, um dos primeiros registros de Roberto Carlos (música em parceria com Carlos Imperial), lançado primeiramente em 1959, em formato de compacto simples, e depois integrou o repertório do primeiro álbum do Rei, “Louco Por Você”, lançado em 1961.
Minha Fama de Mau” é trilha que busca um recorte da juventude daquele rapaz que queria ser como Elvis Presley, que usava jaqueta de couro, colares e tinha muita atitude. Hoje, cinco décadas depois, ele é o compositor de mais de 650 canções e tem o amor como sua maior expressão. Da fama de mau dos versos da sua música ficou o sucesso, o reconhecimento e um apelido carinhoso daqueles que cercam Erasmo Carlos: Gigante Gentil.

Tracklist “Minha Fama de Mau”:
Músicas, cantores, autores e editores
Minha Fama de Mau com CHAY SUEDE
(Roberto Carlos & Erasmo Carlos – ed. Irmãos Vitale)
Festa de Arromba com CHAY SUEDE
(Roberto Carlos & Erasmo Carlos – ed. EMI)
Parei na Contra Mão com GABRIEL LEONE
(Roberto Carlos & Erasmo Carlos – ed. Irmãos Vitale)
Eu Sou Terrível com CHAY SUEDE
(Roberto Carlos & Erasmo Carlos – ed. Cap Music)
Lobo Mau (The Wanderer) com CHAY SUEDE
(Ernest Marasco – Versão Hamilton di Giorgio – ed. Warner Chappell
É Proibido Fumar com GABRIEL LEONE
(Roberto Carlos & Erasmo Carlo – ed. EMI)
Prova de Fogo com MALU RODRIGUES
(Erasmo Carlos – ed. Fermata)
Sentado à Beira do Caminho com CHAY SUEDE
(Roberto Carlos & Erasmo Carlos – ed. Fermata)
Vem Quente Que Estou Fervendo com CHAY SUEDE
(Carlos Imperial & Eduardo Araújo – ed. Fermata)
Susie com GABRIEL LEONE
(Roberto Carlos – ed. Amigos / Sony Music)
Meu Anjo da Guarda com MALU RODRIGUES
(Rossini Pinto & Fernando Costa – EMI Publishing)
Gatinha Manhosa com CHAY SUEDE
(Roberto Carlos & Erasmo Carlos – ed. EMI)
O Calhambeque (Road Hog) com GABRIEL LEONE
(Gwen Loudermilk & John Loudermilk – Versão Erasmo Carlos – ed. Sony Music)
Devolva-me com MALU RODRIGUES & CHAY SUEDE
(Renato Barros & Lilian Knapp – EMI Publishing)
P’rá Sempre (Forever) com CHAY SUEDE
(De Angelis & Marcucci – Versão Paulo Murillo – ed. Universal Publishing)
Amigo com GABRIEL LEONE
(Roberto Carlos & Erasmo Carlos – Ed. Amigos Sony ATV e ECRA Sony ATV)
Faixa-bônus:
João e Maria
com GABRIEL LEONE
(Roberto Carlos & Carlos Imperial – ed. Amigos /Sony Music e Templo / EMI Publishing)
Ficha Técnica – Trilha Sonora:
Trilha musical MINHA FAMA DE MAU
“Um filme de Lui Farias”
Uma produção
Universal Music, Indiana Produções Cinematográficas e Coqueiro Verde Records
Dirigida por Max Pierre
Seleção de Repertório: Lui Farias
Cantores atores
Chay Suede (Erasmo Carlos)
Gabriel Leone (Roberto Carlos)
Malu Rodrigues (Wanderléa)
Arranjos, órgão Hammond, pianos, harmônica e flauta: José Lourenço
Bateria: Rike Frainer
Guitarras, violão e cítara: Billy Brandão
Baixo e vocais: Pedro Dias
Violão, voz guia e vocais: Luiz Lopez
Saxes e flautas: Dirceu Leite
Gravação, edição digital e mixagem: Marcelo Saboia
Assistente executiva: Eva Straus
Arregimentador: Genilson Barbosa
Gravado no Cia. dos Técnicos em outubro/novembro 2015
Mixado no Escritório do Saboia
Masterizado na Visom Digital por Ricardo Dias

Sobre a Universal Music:
A Universal Music Group é a empresa líder mundial no mercado de música, com forte posicionamento nos negócios de gravação, edição musical e merchandising, com selos próprios ou licenciados em 60 territórios. O Grupo Universal Music (UMG) possui o mais extenso catálogo da indústria fonográfica, incluindo os mais populares artistas e suas gravações realizadas nos últimos 100 anos. Fazem parte da Universal Music Group a Universal Music Publishing, líder em edição musical, a Bravado, empresa de merchandising de produtos originais dos artistas, e a GTS, divisão global de agenciamento artístico e produção de eventos. A Universal Music Group é uma unidade da Vivendi, companhia mundial de mídia e comunicações.

http://www.universalmusic.com.br
Universal Music Brasil :: Departamento de Imprensa e Comunicação / PR
Luciana Bastos: (21) 2108-7657 / 99802-6248 – luciana.bastos@umusic.com
Susana Ribeiro – (21) 2540-5865/ 99323-5893 – susana.ribeiro@ciranda.inf.br
Luana Ribeiro – (21) 99347-9096 – luana.ribeiro.universal@gmail.com

Dora Freind é garota do seu tempo!

Aos 16 anos ela ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Veneza. Aos 20 anos Dora Freind é destaque na TV (em Malhação Vidas Brasileiras) e me ensina autoestima. Eita garota porreta que me confiou a sua assessoria de imprensa. Vale conferir o trabalho e ler o artigo que a atriz fez para o site da jornalista Márcia Peltier, que pode ser encontrado no link (https://www.marciapeltier.com.br/meu-corpo-e-unico-e-e-meu-diz-a-atriz-dora-freind-de-malhacao-na-luta-contra-a-padronizacao-da-beleza-feminina/) ou no drive-clipping com as matérias publicadas sobre a atriz.

Foto Pedro Garrido.

Clipping: https://drive.google.com/open?id=18agMtb5opab03F5QXAaDRUumfak49UTI

Escritório da atriz: http://www.agentesefala.com.br

Alguma habilidade ou bobagens de outono

Enquanto guardo agulha e linha num bauzinho, penso que poderiam ter me incentivado a fazer um cursinho de qualquer coisa manual, já que sou uma zero a esquerda para tais habilidades. Nunca tive uma caixa de costura, mas até fazia uma bainha ou outra, até descobrir a moda do desfiado e nunca mais. Me peçam qualquer coisa, menos cortar um pano retinho, ou mesmo escrever numa cartolina. Uma folha em branco são letras ladeira abaixo ou palavras ladeira acima.
Por esta e outras desculpas sinceras, há dois meses venho adiando refazer a cama do Dudu – aquela cama fofa de canos e tecido que DiegoCarol fizeram. Mas como comprei o pano leve, o cão cresceu, pesou, cavou e comeu parte do desfiado, me prometi refaze-la. Comprei um tecido de forrar coisas repleto de cães em homenagem a amiga In-Coelum, uma expert em fazer panos, paninhos, toalhas e afins. Até coleira e guia de cachorro ela faz. E tudo lindo e com acabamento perfeito. Se fosse eu, ganharia era a vida fazendo coleiras.
Nunca fiz uma roupinha de bonecas, aliás, era bem melhor andar de bicicleta ou soltar pipa. Mas tinha um quadro negro que era verde, bem grande, ficava no corredor da casa, para sentar no chão e desenhar, escrever. Era pequena, mas lembro da cena: a prima Deise combinou de fazermos uma fazenda ou algo assim. Fiquei com a galinha, mas não consegui desenhar a penosa e chorei e chorei. Deise, generosa, fez a galinha para mim. Desenhar era traumático.
Tomei coragem e decidi fazer a cama, ou melhor, pedi para a amiga Gila, que estava em casa comigo. Ela cortou, ufa, fez um acabamento à mão para evitar desfiar. Me perguntou se eu estava prestando atenção, que respondi, claro. Fiquei mais uma semana olhando para o pano. A prima Deise veio me visitar e mais uma dose de cara de pau e foi-se os arremates à mão. Mais dez dias e o pano me fitava e a cama se desfazia diante dos meus olhos. Hoje, já com a contagem regulamentar nos acréscimos, peguei o pano, a cama e segui com resignação para a tarefa que me gasta um esforço hercúleo: costurar.
Enquanto me esforçava para me concentrar no pano, as palavras voavam pela minha cabeça, espetei os dedos, mudei de posição, doeu o pulso e no meu melhor estilo fiz o que tinha que ser feito: refiz a cama do Dudu. Não saberia dizer se por tudo isso, quando me perguntam entre fazer uma bainha ou o almoço, vou preferir o almoço. Plantar quinze árvores ou fazer uns enfeites para aniversário, e plantarei uma floresta.
Penso que habilidades são prazeres que nos esforçamos para melhorar e inabilidades são prazeres alheios que insistimos em tentar gostar, sem sucesso. Hoje, sem vergonha pelas palavras voando ou pelos desfiados das bainhas, vejo a cama razoavelmente costuradinha e a alegria do cão e me basta.

herança da Terra

Quando honro as minhas origens de filha de lavrador do Espírito Santo, que me empresta seu nome e me nomeia filha de um ser do campo, da coragem de quem semeia neste imenso país. Aqueles que também abandonam o sonho da terra fertil por dias melhores nas grandes cidades. Assim me fiz filha de um homem da terra, que me deixou a herança do plantar e do colher com a emoção de quem semeia a vida para ver brotar dias melhores. E hoje colho laranja na @casa_passarim e hoje, repleta de amor pelo dia lindo na serra, desejo partilhar com todos esta beleza de luz, de perfume de fruta fresca, por dias mais iluminados e simples, com a bênção da sábia mãe natureza. Gratidão a @joanawv @lobogila Nuxa, Sergio, Fabinho e @antoniocoutinhoc , que me acolheram em familia. #semfiltro #casapassarim #pedrodorio #petropolis #rj #espiritosanto #santaleopoldina #santateresaes 📷@deisecardosodeabreu

Publicado originalmente no Instagram, dia 30 de março

Para todo fim, um recomeço

Por que temos medo de partir, de dizer até logo, de mudar a direção, o rumo ou mesmo dar fim para aquela questão chata que está abandonada na gaveta? Por que?
Ainda busco estas respostas todas as vezes que mudo o rumo dos meus acontecimentos e me deparo com a dúvida, aquela que atormenta quando precisamos esperar pelo que será o amanhã. E a armadilha é querer olhar para o amanhã, sem coragem para mudar e caminhar no agora.
As vezes esquecemos que para todo fim existe um recomeço, uma nova oportunidade, um novo olhar adiante. Mas as vezes o adiante parece um horizonte longe e sem um galho de arvore para agarrar. Mas mesmo assim há horizonte, ele está lá e depende só de nós enxergá-lo. E se não tiver árvore alguma? A voz no meu ouvido dirá: levanta das suas tristezas, vai lá e planta uma árvore. Na dúvida, planta duas, tá? E eu direi: tá.
Vivo de recomeços, todos os dias quando acordo. E vivo de agoras, todas as vezes que me arrisco. Esse “agoras” é o momento atual com as decisões acumuladas dos meus agoras anteriores.
A todos o meu incentivo ao risco do fim, para ir de encontro ao recomeço, pois sempre haverá algo novo para tudo que você sonhava – todos os dias.

Foto Praia da Guarda do Embaú, SC, fevereiro, 2014, por Silvana Cardoso

Para ouvir Milton Nascimento em “Tudo que você podia ser”, de Lô e Márcio Borges
https://www.youtube.com/watch?v=GGmGMEVbTAY&start_radio=1&list=RDGGmGMEVbTAY
Com sol e chuva você sonhava
Que ia ser melhor depois
Você queria ser o grande herói das estradas
Tudo que você queria ser
Sei um segredo você tem medo
Só pensa agora em voltar
Não fala mais na bota e do anel de Zapata
Tudo que você devia ser sem medo
E não se lembra mais de mim
Você não quis deixar que eu falasse de tudo
Tudo que você podia ser na estrada
Ah! Sol e chuva na sua estrada
Mas não importa não faz mal
Você ainda pensa e é melhor do que nada
Tudo que você consegue ser ou nada

Redação | Assessoria de Imprensa | Conteúdo Digital | Criação de Sites | Pesquisa | Mkt de Produto