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Silvio Tendler coloca “Dedo na Ferida” do captalismo |nos cinemas 31 de maio

Um documentário incomodamente atual sobre o captalismo, as sucessivas crises que paises vivem a partir de falta de políca que prevaleça a população e não apenas os donos do dinheiro. “Dedo na Ferida”,  do nosso insubstituivel cineasta Silvio Tendler,  o professor que discute, bebate e coloca na tela, o cineasta que considero a maior voz documental política do Brasil. Os jornais da cidade do Rio – JB (sábado, 26/5) e O Globo (Hoje, 29/5) – apoiaram a “grita” e lá vamos nós abrir o circuito nos cinemas do Rio de Janeiro (6af, 31/5), Fortaleza (5 de junho), Brasília (7/6), São Paulo e Porto Alegre (21/6).
Como sempre em casos do “Seu Silvio”, convidei Susana Ribeiro para fazer a parceria comigo. E vamos gritar juntos por um país melhor e mais justo para todos. Espero vocês nos cinemas!!!

Clipping: https://drive.google.com/open?id=1Txrs6k-S-NKEQFdnYSbckDRrp6sueycW
Trailer do filme: https://youtu.be/FGj4d-FrxL0

Foto montagem capas @PatriciaFernandes

Sabores do tempo

Hoje acordei sem pressa alguma. Acordei sentindo os sentidos do anterior: os aromas e fluidos, os suores e sabores que passeavam por aqui e ali enquanto eu despertava. Manhã ainda com o gosto do café, da saliva, do corpo, misturado ao chocolate. Hoje poderia ser um dia sonolento e preguiçoso, por estar devidamente ocupada com o despertar silencioso e lento. Queria cantar Chico, queria Samba e Amor.

Na gentileza de um café com espuma de leite, de chocolate com laranja, de beijos molhados e laços, em comunhão, perdura. Entre o vigor e a delicadeza, a boa música, os sorrisos, o cansaço e-mais-e-mais-e-mais, no braço do sofá, dentro, permanece ainda.

Hoje acordei com preguiça, com vontade de só estar por aqui e ali, sem pressa, com o banho e a delicia do espectador das minhas bobagens e pedidos, todos atendidos com a leveza da simples doação e a plena aceitação de quem quer receber.

Sem procurar as palavras e, na falta delas, busco os sentidos e neles calo, liberto: o que comove com o gostar do que não tem nome, nem rótulos. Sutil encontro, de gosto gostoso de aromas e sabores que infinita a noite a manhã e o tempo. Sútil encontro de gosto gostoso de aromas e sabores que infinita a noite a manhã e o tempo.

 

Rio de Janeiro, 30 de julho, 2009
Foto: Silvana Cardoso | Recreio dos Bandeirantes, RJ

Silvio Tendler | Caliban Prod.Cine- matográficas | Cinema

Em 2004 iniciei minha parceria com o cineasta Silvio Tendler, quando realizei o lançamento nacional do documentário Glauber – Labirinto do Brasil, quando era sócia na Ciranda. A partir daí, um encontro profissional e de grande amizade foi contruido, pontuado também pela parceria com Ana Rosa Tendler e a Caliban, a produtora do Silvio, dirigida por Ana. Coordenei as estreias de documentários de Tendler, como Utopia e Barbárie e Milton Santos, além do documentário Hotxuá, de Letícia Sabatella e Gringo Cárdia, quando todo o processo de lançamento foi realizado pela Caliban – circuito, marketing, comunicação, comercialização e festivais. Além do pré-lançamento de Tancredo. Em 2016, realizei pesquisa para roteiro de documentário, ainda em fase de aprovação. Por isso, ainda inédito nesta página. Já já vamos contar, prometo.

Clipping: https://drive.google.com/open?id=0Byou4MpvKtcTU0IybUZ5cmh4aUk

Ciranda Assessoria de Comunicação

Em 2001, após sair do departamento de marketing da Universal Music, abri a Ciranda com amiga Susana Ribeiro. Por quatro anos firmamos uma deliciosa parceria, com muita música, muito cinema, teatro, literatura, muitos clientes bacanas, artistas que confiaram seus grandes lançamentos. Alguns foram realizados com grande dose de desafio, mas os resultados sempre felizes e aplaudidos.

Éramos uma boa dupla, sócias-amigas. Ainda hoje realizamos trabalhos em parceria, agora como Passarim-Ciranda, mas a dupla Silvana-Susana tem uma história de vida, de comadres, que é para sempre. E avante!

Clipping: https://drive.google.com/open?id=0Byou4MpvKtcTWWdtcnRCbG9hZ2c

Warner Bros. | Cinema

Cheguei na Warner Bros. em 1991, para substituir a titular da publicidade do escritório da major no Brasil, quando todas as cias de cinema ficavam situadas na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro. Após três meses, não consegui mais sair e não me deixaram ir embora. Um cargo novo foi criado através da agência de publicidade que atendia a companhia e, assim, cuidei dos projetos especiais de imprensa e do recém criado departamento de promoções. A Disney era distribuída pela Warner Bros. no mundo, e tive o privilégio de trabalhar o lançamento do primeiro desenho animado indicado ao Oscar – A Bela e a Fera. Após o zum zum zum do desenho concorrer como Melhor Filme, criaram a categoria Animação. Além da Bela e a Fera, outros personagens vieram para fazer divulgação, como Peter Pan e Branca de Neve e os Sete Anões. Deu trabalho, mas eram divertidos e fofos. Em 1992, lancei a “Versão do Diretor” do filme da minha vida, Blade Runner, dez anos após a sua estreia, quando o novo final mudou completamente tu-do no filme. A promoção com a Pepsi Co. para Batman O Retorno, onde um carro Eclipse era o prêmio, e o prêmio foi para a calçada do cinema Roxy, em Copacabana, na noite da pré-estreia e quase ficamos de cabelos brancos. O sucesso de Imperdoáveis, de Clint Eastwood, numa época que se duplicava a master para gerar novas cópias. E lá vamos nós aprovar legendas de um longa de três horas. Após umas cinco cópias e 15 horas do mesmo filme, parei de contar. Lançamentos memoráveis e muitas histórias com aquela equipe sensacional que convivi, composta por Fred Schiffer, Sandra Vilella, Cesar Barata e Catharina Attema (esta última, que substitui e trabalha por lá até os dias atuais). Todos comandados pelo Sr. Jorge Correa, presidente da Warner no Brasil, que me chamava de “minha filha”. Sou uma pessoa de sorte.

Clipping: https://drive.google.com/open?id=0Byou4MpvKtcTRGFTQm40bk5TeG8