VALE A LEITURA DA BIOGRAFIA NÃO AUTORIZADA DE FELIPE NETO

Mais que uma biografia não autorizada, Felipe Neto – O Influenciador, da editora Máquina de Livros, é muito bem escrita pelo seu autor, o jovem Nelson Lima Neto (jornalista colaborador da coluna do Ancelmo Gois, do O Globo, do RJ). O livro  mostra que Felipe Neto se tornou uma voz política atuante e conta, pela primeira vez, a história de Felipe em detalhes, da infância difícil no subúrbio do Rio de Janeiro ao reconhecimento como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo, segundo a prestigiada revista norte-americana, “Time”.
Na era digial, quando todo mundo deseja ser um personagem relevante (ou não) para conquistar seguidores, vale muito à pena conhecer histórias que estão no livro, como as duas curiosidades que escrevo abaixo.

Felipe alcançou o pico de 600 mil pessoas assistindo simultaneamente a uma live que fez em dezembro de 2020, público comparável ao de emissoras de TV. Segundo a Kantar Ibope, que monitora audiência em vídeo, ele registrou 3.2 pontos, totalizando o equivalente a 240 mil domicílios, à frente, por exemplo, do canal aberto RedeTV!. Entre março e dezembro do ano passado, Felipe produziu uma centena de vídeos (gravados e ao vivo), que somaram mais de 600 milhões de visualizações.

– Felipe Neto não é cortejado à toa por grandes nomes da política. Segundo projeções do site Social Blade, que monitora perfis e audiência, em julho de 2022, no início da campanha presidencial, ele terá no Twitter
o dobro de seguidores de Jair Bolsonaro: 14,5 milhões contra 7 milhões. No Youtube, vai iniciar o ano com 50 milhões de inscritos, contabilizando mais de 17 bilhões de visualizações de seu conteúdo. E atingirá cem milhões entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, quando seus vídeos terão sido vistos 50 bilhões de vezes.

Capa Felipe Neto – O Influenciador, crédito Maquina de Livros: https://www.maquinadelivros.com.br/

Clipping assessoria de imprensa: https://drive.google.com/drive/folders/1XNLSXJAA4j8G2BMCTmknQAS-lZUum1HO?usp=sharing

VINÍCIUS DE MORAES: SEU AMOR E OUtRAS BELEZAS – ESCRItO PARA O SItE MULHERES JORNALIStAS

Por Silvana Cardoso, jornalista Rio de Janeiro
Instituto Mulheres Jornalistas

Chefe de Reportagem: Juliana Monaco
Vinícius de Moraes: seu amor e outras belezas

Quem amou mais que Vinícius de Morais? Poeta, compositor, dramaturgo, jornalista e diplomata, que nos deixou há 40 anos, em 1980, mas também nos deixou em sua diversa obra a certeza de que seus 66 anos foram para amar e viver intensamente. E sempre vale testemunhar o vasto amor em seu acervo, em verso e prosa, em músicas inesquecíveis, eternizadas em parcerias geniais. Um acervo para especialistas em literatura, amadores, apaixonados por música. Mas em tempos de amor enclausurado, a ideia deste texto é convidar para experimentar a possibilidade de amar sem medo, pois sofrer e sentir saudade e pedir para o ser amado voltar estão sempre presentes na obra amorosa de Vinícius. Que passa pelo amor efêmero, pela melancolia, pelo sensual, pela humildade, pelo perdão. E o compositor sabe pedir perdão para a amada, seu ser maior e, como ninguém, viveu a verdade da sua poesia, com nove casamentos, com mulheres inteligentes que lhe deram filhos, amor e nem sempre abaixaram a cabeça para os seus pedidos de desculpas.

Toda a cronologia, além de muitas histórias e muitos escritos, e toda uma vida cantada pelo mundo, está em dois endereços digitais que abrigam o acervo de Vinicius de Moraes: o site oficial que leva seu nome e o recém-lançado acervo Vinícius de Moraes, idealizado e produzido por sua neta Julia Moraes. Com o intuito de proteger manuscritos do desgaste do tempo, o arquivo apresenta não só os poemas, mas ensaios, peças de teatro, discursos, cartas trocadas em seu período de exílio e como diplomata. São mais de 11 mil documentos originais, 34 mil imagens, que foram distribuídos como Correspondências, Produção Intelectual e Documentos Diversos. Um projeto feito em família, já que o design e a coordenação técnica são do sobrinho-neto Marcus Moraes e a direção geral é da VM Cultural, pelas filhas Georgiana de Moraes e Maria Gurjão de Moraes. Vale também conferir a obra e biografia de Vinícius de Moraes em livros, documentários e em seus canais nas mídias digitais.

Mas na semana do Dia dos Namorados, fica a dica para conhecer também o jovem que, aos 20 anos, já havia publicado quatro livros de poemas e, só por isso, já vale contemplar a obra de um dos mais ilustres autores do nosso país. Mas para falar do que começou no modernismo de Mário de Andrade e invadiu Vinícius, a melhor tradução desse amor do amor, das formas do amor, do amor efêmero, humilde, da saudade e sensual, já que, em seus poemas e letras de música, o amor e a mulher amada sempre estavam em primeiro lugar, seja pela conquista, seja pela beleza do ser amado, mas a cada estrofe está lá aquele amor que não se mede para a hora do pedido de perdão. Ou mesmo o amor eterno amor, para sempre com Eu sei que vou te amar, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, que diz: Eu sei que vou te amar / Por toda a minha vida eu vou te amar / Em cada despedida eu vou te amar / Desesperadamente, eu sei que vou te amar / …; o amor que chega sem pedir autorização, quase não correspondido no poema Ternura, de 1938, que diz: Eu te peço perdão por te amar de repente / Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos / Das horas que passei à sombra dos teus gestos / Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos / Das noites que vivi acalentado / Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo.

Em Orfeu Negro, texto que estreou no teatro em 1956, mas que desde 1942 Vinícius perseguia a ideia de transpor o mito grego de Orfeu para uma favela carioca. Assim nasceu a tragédia carioca em três atos, história ambientada no Carnaval que apresenta um herói negro, Orfeu, e sua amada, Eurídice. Ganhou Oscar como filme estrangeiro em 1959, dirigido por Marcel Camus, numa coprodução Brasil-França-Itália, e nova versão de Cacá Diegues em 1999, com o nome de Orfeu do Carnaval. O amor proibido e repleto de conflitos de Orfeu e Euridice também marcou o início da parceria com Tom Jobim, que assinou as trilhas da montagem teatral e do filme de 1959. Mas o texto de Vinícius de Moraes apresenta o Carnaval, a favela, o negro no protagonismo, mas todo o contexto estava a serviço da sua poesia, do amor de dois jovens, como diz uma das falas do personagem principal: “São demais os perigos desta vida / Para quem tem paixão, principalmente / Quando uma lua surge de repente / E se deixa no céu, como esquecida. / E se ao luar que atua desvairado / Vem se unir uma música qualquer / Aí então é preciso ter cuidado / Porque deve andar perto uma mulher. / Deve andar perto uma mulher que é feita / De música, luar e sentimento / E que a vida não quer, de tão perfeita. / Uma mulher que é como a própria Lua: / Tão linda que só espalha sofrimento / Tão cheia de pudor que vive nua.”

Como não amar Vinícius de Moraes, como deixar de falar de obra tão fenomenalmente representada pelo amor e amizade entre o poeta e seus pares, pelo amor pelas mulheres, que dedicou muito da sua obra. Como Gilda, sua última mulher, 40 anos mais jovem, sua única viúva, como ele mesmo dizia que ela seria, que após um pedido de autógrafo em Niterói, no Rio de Janeiro, a jovem fã estudante de Letras encontrou o poeta novamente em Paris, uma década depois, e se tornou sua mulher pelos dois últimos anos de vida de Vinícius de Moraes. E assim, Gilda Queiroz Mattoso deu ao Poetinha a leveza de jovem a um homem apaixonado, pelas mulheres e pela vida.

Para embalar o desejo de estar apaixonado, ficamos com o célebre Soneto da Fidelidade, que foi musicada por Tom Jobim e ganhou, e ainda ganha, estudos literários. Quem não amaria ter coragem de amar assim?

Viva Vinícius!! Viva o amor!

Soneto da Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento antes
E com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

http://www.viniciusdemoraes.com.br
Acervo Vinícius de Moraes 
Foto, direitos reservados, VM Cultural.

ESTREIA DA ORQUESTRA DE MENINAS CHIQUINHA GONZAGA

Elas estavam ensaiadinhas e super animadas para a estreia no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, no Rio de Janeiro. Mas, por conta das medidas restritivas do município naquela semana, o sonho foi adiado.
Mas amanhã, 4af, 16 de junho de 2021, com um friozinho na barriga e um imenso prazer, vamos acompanhar o concerto de estreia da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, composta por 52 meninas entre 8 e 17 anos, estudantes da rede púbica de ensino da cidade do Rio de Janeiro. Sob a batuta da maestrina Priscilla Mesquita, a apresentação que acontece às 19 horas, conta com a participação mais que especial da cantora Elba Ramalho e do Coro Laboratório Juvenil do Rio de Janeiro, composto por 30 meninas.
Sem a presença do público, a estreia acontece com transmissão pelo canal www.youtube.com/orquestranasescolas, ao vivo do Imperator – Centro Cultural João Nogueira, tradicional teatro do Rio de Janeiro, situado no bairro do Meier.
Com patrocínio da Uber, a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga é um desdobramento das integrantes da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, programa do Instituto Brasileiro de Música e Educação, que busca modificar a vida de milhares de crianças, adolescentes e jovens em diferentes municípios do estado do Rio de Janeiro, com a transformação social por meio da educação e da música.

Parte do elenco em ensaio da OSJ Chiquinha Gonzaga em foto de Rafael Ribeiro

FRIENDS: AMIGOS PARA SEMPRE!

Texto novo escrito para o Mulheres Jornalistas. Publicado hoje 6/6/21. Passa lá e conheça o MJ: https://mulheresjornalistas.com/friends-amigos-para-sempre/cultura/
Foto divulgação: HBO MAX

Como viver uma vida inteira sem aquele amigo que dividiu com você as melhores histórias da sua vida? Quem sabe os piores também, mas estes sempre rendem as melhores risadas tempos depois dos acontecimentos. Sejam eles vexames impublicáveis ou não, são os amigos que vão somar nos momentos mais importantes das nossas vidas. E quantas vezes ficamos longe por anos de uma pessoa muito importante em um determinado período da nossa vida e, de repente, um hiato se faz pelas circunstâncias de cada um? Mas um belo dia, acontece algo e o telefone toca, um esbarrão na rua ou mesmo um convite de casamento ou aniversário e estará lá aquela amizade sendo reescrita como se o tempo não houvesse passado.

Pensando exatamente nisso, como não imaginar o reencontro de alguns amigos que por anos dividiram suas vidas com o mundo? Sim, os amigos da aclamada série americana Friends estão de volta para euforia e desespero de seus fãs brasileiros. A euforia: pelo reencontro de Rachel Green (Jennifer Aniston), Monica Gelle (Courteney Cox), Phoebe Bulfay (Lisa Kudrow), Joey Tribbiani (Matt Leblanc), Chandler Bing (Matthew Perry) e Ross eller (David Schwimmer), que aconteceu em episódio único, exibido nos EUA no dia 27 de maio, pela HBO Max. O desespero: pelo motivo do episódio Friends: The Reunion só chegar por aqui no dia 29 de junho. Enquanto aguardamos este hiato de um mês, fica a torcida para que a pirataria não ganhe força.

Mas como seis amigos conquistaram o planeta em um momento em que nem pensávamos com muita certeza na capacidade do mundo globalizado, em 1994, quando a série estreou? Com dez temporadas, 236 episódios, muitos prêmios e considerada pela publicação americana TV Guide como uma das melhores produções da TV de todos os tempos, numa lista com apenas cinquenta nomes, parece uma boa fórmula para Friends, criada por David Crane e Marta Kauffman. Tamanha fama levou o elenco ao patamar de 1 milhão por episódio, fato que gerou rumores sobre os motivos para o fim da série, em 2004. Mas celebrar 25 anos de amizade vale mais um encontro, certo? Sim. E quando isso acontece 17 anos depois, mais ainda são as expectativas dos fãs originais, assim como aqueles que foram conquistados com a chegada da série nas plataformas de streaming, como a jovem Prêmio Nobel da Paz, a sempre corajosa menina Malala Yousafzai, fã declarada dos amigos que até participa de um quiz no episódio especial – Malala e outras celebridades foram convidadas para o jogo de perguntas disputado pelos amigos, numa lembrança do que aconteceu na quarta temporada.

É claro que os jovens fãs de Friends entendem que os atores da série não eram celebridades há 25 anos, quando começou a ser exibida. Mas não é difícil imaginar o que aconteceu com a carreira e, consequentemente, com a vida desses atores e atrizes ao sair de um cachê de 22.500 dólares americanos por episódio, na primeira temporada, para o cachê de 1 milhão de dólares americanos por episódio, na décima temporada. E basta digitar o nome de cada um deles e estão lá os aplausos, mas estão lá também as derrotas, como casamentos desfeitos e dependência de drogas. Mas como são amigos de uma das mais aclamadas séries que reuniu os conflitos da vida de jovens entre 20 e 30 anos, moradores de Nova York, podemos também dizer que, após 236 episódios em dez anos de convivência, sim, são todos amigos. Mas parece que esta amizade se fortaleceu mesmo quando se uniram e juntos decidiram, em uma negociação coletiva, que desejavam que seus cachês fossem iguais, a partir da terceira temporada.

Desde a primeira temporada, ficou evidente que o roteiro pretendia dar o mesmo peso aos seis personagens de Friends. E como todo bom programa de TV que ganha longevidade, seus atores também começaram a ganhar torcidas pelos desfechos dos conflitos de seus personagens. Mas será que após 17 anos de distância daquele 6 de maio de 2004, seria possível fazer um reencontro capaz de revirar as vidas já meio que organizadas no desfecho do último episódio da décima temporada? Para uma das séries de maior sucesso da HBO, Sex and the City, com prêmios e mais prêmios, seis temporadas e seu fim também chegou em 2004, dois longas-metragens resolveram a ausência sentida pelos fãs das quatro amigas, entre 30 e 40 anos de idade, que também moravam em Nova York e, além de dividirem questões amorosas, os conflitos giravam em torno dos dilemas da vida da mulher moderna. Mas os criadores de Friends perguntaram aos atores sobre a hipótese de um filme ou mesmo um episódio com novos conflitos para as personagens, já que os fãs especulavam tais possibilidades.

Nas entrevistas do elenco, concedidas para promover a estreia do episódio especial, fica claro que esta possibilidade foi deixada de lado e a explicação dos seus criadores é mais que coerente, quando falam que Monica, Phoebe, Rachel, Chandler, Joey e Ross terminaram o programa muito bem, a vida de todos é muito boa, e eles (seus criadores) teriam que criar mais histórias e bagunçar o final feliz com todas essas coisas legais que deixaram na vida dos personagens. E parece que foi uma sábia decisão transformar o tempo de 1h39 de Friends: The Reunion em um reencontro de seis grandes amigos que não se viam há algum tempo, que relembram histórias das dez temporadas, que trocam confidências, uma partilha com os fãs no grande teatro, como nos episódios. Pelas críticas nesses poucos dias após a exibição do episódio, já podemos contar os dias para a chegada de Friends: The Reunion por aqui, no dia 29 de junho.

Para dar conta de esperar, confira o trailer oficial da reunião.

UM FESTIVAL QUE VALORIZA A TRADIÇÃO CULTURAL

Sabemos que a Lei Aldir Blanc ajudou muitos artistas e produtores, mas algumas vertentes da cultura tradicional estão à margem quando o assunto é participar de um edital. Pensando nisso, a historiadora Tainá Mie se articulou com as comunidades tradicionais que lutam pela preservação e valorização das suas memórias culturais e criou o I Festival Tradicionalidades pela Lei Aldir Blanc, que acontece até dia 16 de maio, domingo. Melhor: é online, gratuito e disponível no site do Festival www.festivaltradicionalidades.com.br .

Participam dez grupos culturais de diferentes regiões do Rio, que preservam o Jongo Quilombola, Ciranda Caiçara, Boi Pintadinho, Terno de Reis, Música Caipira, Mineiro Pau, atabaques afrodescendentes, música Guarani, da Mazurca das Baixadas Litorâneas e o Rap Quilombola, que através de novas vertentes culturais transmite a força do patrimônio cultural desse povo.
Além da assessoria de imprensa de última hora, também produzi uma matéria para o Mulheres Jornalistas, que pode ser lida no link: https://mulheresjornalistas.com/festival-promove-tradicoes-culturais-do-pais/cultura/

Clipping imprensa: https://drive.google.com/drive/folders/1AUBK_7zE6QiCi7AsXdo44T8f0SnOETxK?usp=sharing 
Foto Casa do Abode, grupo Jongo do Quilombo São José. Crédito: Luciane Menezes

QUEM NÃO É UM POUCO DONA HERMÍNIA? tEXtO PARA O SItE MULHERES JORNALIStAS

Quem não ama Dona Hermínia? Aquela mãe meio exagerada, superprotetora e um pouco sem noção. E foi com Dona Hermínia, inspirada na própria mãe, Dea Lucia, que Paulo Gustavo plantou uma sementinha no coração de todos os brasileiros, com as aventuras dessa mãe amada e meio transloucada, intensa e à beira de um ataque de nervos, moradora de Niterói, homenagem do ator para a sua cidade natal, município do Rio de Janeiro. E foi com muita franqueza que Dona Hermínia deu a Paulo Gustavo mais de 25 milhões de ingressos vendidos nas três produções da franquia “Minha Mãe é uma peça”. Mas Paulo Gustavo sucumbiu à Covid-19, nesta terça-feira, mesmo tendo uma equipe médica com todos os recursos disponíveis na tentativa de salvar o artista de 42 anos.
Sucesso no teatro, na TV e no cinema, o ator estava no auge do seu sucesso, do seu reconhecimento profissional, mas mostrava apreensão com os acontecimentos relacionados a pandemia. Em relatos a amigos dizia ter medo de contrair o vírus. Agora, com a sua morte, vem a público a ajuda financeira voluntária realizada pelo ator para profissionais das equipes dos seus projetos, bem como o envio de dinheiro para o governo do Amazonas, durante a crise pela falta de oxigênio no estado. Gay assumido, resolveu vir a público para contar sobre sua opção sexual quando crianças, jovens, homens, mulheres e idosos já lhe admiravam, já se divertiam com o ator e comediante da era moderna do mundo real que vivemos: casado com o dermatologista Thales Bretas, pais de dois meninos nascidos em 2019, concebidos por barriga de aluguel nos Estados Unidos. Paulo Gustavo falava abertamente sobre sua opção sexual e brincava com isso em programas de TV, como no Vai que Cola, humorístico do canal Multishow que teve estreia em 2013, onde o humorista também falava sobre abertamente.
Legados como este ficarão para um Brasil que hoje vive o negacionista de uma pandemia que já tirou a vida de mais de 400 mil brasileiros e brasileiras de todas as idades, de todas as classes sociais, sem distinção. Um luto coletivo que pode ser representado agora pela perda do ator Paulo Gustavo, por sua imensa popularidade. Como disse Tatá Werneck numa rede social (amiga e parceira de cena, horas após o anuncio da morte de Paulo Gustavo): “Prestem atenção: não deixem essa dor ser em vão. Entendam a gravidade dessa pandemia. Usem máscara. Álcool gel. Distanciamento social. Por favor. Não deixem essa dor ser em vão. Não deixem 400 mil vidas em vão.” E a partida do ator aproxima e amplifica a dor pela perda de pessoas próximas que cada brasileiro perdeu no último ano, Claudios, Marias, Josés, Margaridas, Anas e todos que perderam a luta contra o Coronavírus. 
No fim de 2020, no especial 220 Volts para a Globo, Paulo Gustavo deixou palavras de afeto e amor, que circulam nas redes sociais dos seus amigos, que transcrevo parte dele aqui: Ai, gente. Tanta coisa que eu queria dizer pra vocês antes de ir embora. Eu faço palhaçada, você ri e eu fico com o coração preenchido aqui. Eu me sinto assim… realizado de estar conseguindo te fazer feliz. Rir é um ato de resistência. … E Dona Hermínia é para sempre ato de resistência de Paulo Gustavo, ou alguém duvida que Dona Hermínia ligaria para a portaria do prédio onde mora, com seus bobs e vestidos coloridos, para determinar: eu não autorizo a entrada dessa Covid aqui. E há de quem me desobedecer.

Crédito Foto: Leo Aversa. (Paulo Gustavo rodeado por 3 mil pessoas no Ginásio Caio Martins, na sua cidade natal, Niterói, RJ)

https://mulheresjornalistas.com/paulo-gustavo-um-ato-de-resistencia/cultura/

EU E O REI: 80 ANOS DE ROBERtO CARLOS

Roberto Carlos completa 80 anos hoje e me fez lembrar daquela menina de quatro anos infiltrada no cinema, onde assisti Roberto Carlos em Ritmo de Aventura. Sim, eu lembro!
O tempo passou, mas não passou a sua obra, suas esquisitices, seus shows lotados que vi de perto, muitos, quando fazia suas temporadas esgotadas de três semana, de quinta a domingo, no Metropolitan (eu fazia a comunicação da casa). E estou falando de quatro mil pessoas por show, ok?
E Bob atrasava até quase duas horas, mas suas velhinhas não arredavam das cadeiras. Numa temporada ele me recebeu em seu camarim um pouco antes de entrar no palco para ouvir os nomes dos convidados que haviam chegado, para saber onde estariam sentados. Um expert em arremesso de rosas, pois ele jogava as flores no colo de quem desejava. Eu vi, juro.
Nos seus 80 anos, um livro e uma homenagem me ligaram outra vez a RC, quando estou lançando pela Máquina de Livros, “Querem acabar comigo”, livro do jovem Tito Guedes que percorre a carreira do aniversariante pela crítica especializada. Além da singela homenagem dos alunos do Programa Orquestra nas Escolas que, no formato on line, gravaram “Como é grande o meu amor por você”.

O livro: https://maquinadelivros.com.br/
A música: https://youtu.be/e8ltIlc_pbw

Clipping assessoria de imprensa: https://drive.google.com/drive/folders/1kZcDltxge3tuTU61CefO1QppnmtMOk_j?usp=sharing

LEI ALDIR BLANC: UM BREVE SUSPIRO PARA A CULTURA

A Insdústria do Entretenimento ganhou um suspiro com a Lei Aldir Blanc, mas um novo silêncio já começou para profissionais ligados ao setor no país. Uma crise sem precedentes, que comento no meu artigo para o necessário Instituto Mulheres Jornalistas. Além do texto, o podcast está no link do artigo Opinião, abaixo.
https://mulheresjornalistas.com/lei-aldir-blanc-um-breve-suspiro-para-a-cultura/colunas/opiniao/

Quando em março de 2020 a indústria do entretenimento parou com a primeira medida de isolamento social, parou também a economia criativa que gera milhares de empregos diretos e indiretos, milhões em receita. Meses depois, presenciamos as campanhas de apoio aos técnicos e demais profissionais do setor e, finalmente, uma lei cultural que ganhou o nome da nossa primeira perda artística pela Covid-19, do compositor Aldir Blanc. Mas nada andou para a classe trabalhadora da cultura e do entretenimento do nosso país, que continua amargando um necessário e cruel isolamento, quando teatros, casas noturnas, eventos e festivais continuam não acontecendo presencialmente. Doze meses depois daquele início de isolamento a Lei Aldir Blanc precisou adaptar os projetos contemplados para o formato online e, assim, de repente, produtores e artistas estão correndo como loucos, todos ao mesmo tempo, adaptando para o online os seus projetos que precisavam ser lançados até 31 de março.

Sancionada em junho de 2020 para amenizar a grave crise da Indústria do Entretenimento, a LAB, como carinhosamente é chamada a Lei Aldir Blanc, chegou com o auxílio emergencial, que estima-se ter contemplado em torno de 700 mil profissionais da área da cultura. E nos últimos dois meses, a correria insana dos produtores de cultura para colocar de pé e executar projetos contemplados pela LAB até o dia 31 de março. O que mudou na semana passada, quando quase todos estavam com suas estreias agendadas e suas equipes contratadas, surgiu a possibilidade de prolongar por mais 30 dias o prazo para executar seus projetos, até o fim de abril. Uma pena, pois em janeiro teria sido uma ótima notícia, mas não faltando uma semana para a chegada de abril.

Enquanto a pandemia acelerou a transformação digital na indústria do entretenimento, acompanhamos desde março de 2020 as mídias digitais se transformando em palco para todos os tipos de apresentações, sejam de teatro, dança, música, oficinas, bate-papos e tudo que se pode imaginar dentro do universo do entretenimento, estão acontecendo agora. Mas enquanto escrevo e em poucos dias, novo silêncio para o setor. Outros, como casas de cultura ou de espetáculos que resistiram até aqui, começam a desistir de se endividarem para manter suas portas fechadas por mais sabe-se lá quanto tempo. Estabelecimentos como o Bourbon Street Clube, que atua há quase três décadas em São Paulo, anunciou na semana passada a intenção de fechar de vez as suas portas.

No segundo semestre de 2020 uma pesquisa da empresa PwC Brasil alertava para uma possível recessão no setor. Uma queda de US$2,5 bilhões na receita,  no estudo Global Entertainment & Media Outlook 2020-2024. Esta mesma pesquisa avalia o impacto da pandemia do Covid-19 na indústria global de entretenimento e o número era estimado para uma perda de US$120 bilhões para o setor, a maior em 21 anos de pesquisa. Nestes últimos dozes meses presenciamos vaquinhas, auxílios de classes, como da APTR – Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, bem como outras ações isoladas por todo o país para salvar uma ou outra classe. Mas diante da falência do setor na maior metrópole do país, o município de São Paulo criou um novo plano de amparo à cultura, para amenizar a morte anunciada do setor e promete lançar um edital para socorrer centros de cultura e casas de espetáculos. Em Porto Alegre, a secretaria de cultura estuda suplementação de edital para socorrer o setor. 

Já a Lei Rouanet, atual Lei de Incentivo à Cultura, contabilizou uma perda de 35% nos incentivos fiscais das empresas em apoio à cultura. E como investir se as empresas estão buscando a reinvenção das suas atividades, se adaptando ao home office? E como bater na porta de uma empresa para solicitar patrocínio se os projetos aprovados, em sua maioria, ainda estão formatados com público presencial? Mas a música gravada e distribuída pelas plataformas de streaming cresceu 7,4% em 2020 para a indústria fonográfica mundial. Mas tais números não estão ao alcance de milhares de profissionais da cadeia menor do mercado da música. Artistas independentes que atuam no mercado da noite, além de técnicos, não estão nesta conta como beneficiados deste crescimento. E já podemos imaginar como será a nova pesquisa sobre as perdas após todos estes longos e sofridos meses no planeta.

Com o nome de economia criativa, presenciamos profissionais usando dos seus talentos pessoas com criatividade para vender, bolos, marmitas, hortaliças e dar aulas online. Mas enquanto abril chega, já imagino o silêncio sepulcral para o setor do entretenimento, mas ainda posso transformar a minha sala ou a nossa sala em plateia, para aqueles que continuam a encantar com o talento, com sua arte – lives que foram e ainda são alento para aqueles meses já distantes de isolamento social de 2020. Mas quando abril de 2021 chegar, já estaremos amargando mais de 300 mil mortes e lock down espalhados por cidades de todo o país. E quando abril chegar, desejamos que uma nova edição da Lei Aldir Blanc possa acontecer ainda neste ano de 2021 e, mais uma vez, ser um novo suspiro para socorrer parte da cadeia imensa de profissionais que continuará agonizando.


MULHERES NASCIDAS DE UM NOME: 28 ATRIZES DE 11 PAÍSES! ATÉ TERÇA, DIA 30/3, IMPERDÍVEL!!!

Vinte e oito atrizes de onze países se unem com o propósito de encenar trinta e três  minicontos na montagem Mulheres Nascidas de um Nome, a partir do livro homônimo do argentino Claudio Hochman, que contém cinquenta microcontos em prosa, todos a partir de um nome feminino.
Diretamente do Brasil, Portugal, Espanha, Panamá, Peru, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Costa Rica e Bolívia e isso só é possível agora pela transmissão online e gratuita.
A montagem também apresenta um belo olhar inclusivo, com uma cena exclusivamente em libras, para que as pessoas sintam a exclusão que as pessoas com deficiência auditiva sentem. E atrizes de diversas etnias e um atriz com Sindrome de Down.
Mulheres Nascidas de um Nome tem direção de Claudio Torres Gonzaga, produção da atriz e assistente de direção, Michelle Raja, com apresentacões até 3af, dia 30 de março, sempre às 18 horas, pelo Youtube  – www.youtube.com/michellerajagebara . Imperdível!!!!
Mulheres Nascidas de um Nome foi contemplado pela Lei Aldir Blanc.
Para realizar este trabalho, convidei a minha parceira de Bourbon Festival Paray, Maria Inês Costa, da MAIC Comunicação.

Logomarca do projeto, em destaque no mosaico da foto, é criação da parceira e amiga mais que amada, a designer Patricia Fernandes.

Clipping assessoria de imprensa: https://drive.google.com/drive/folders/1jbeLw9NqTWhPqjxbkTuFLf53L_POT1XD?usp=sharing

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