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Sou uma longa história, costumo dizer. E, por aqui, apresento os meus escritos e a minha trajetória como profissional de comunicação. Parte do meu caminho está aqui, como um mosaico do que construiu a minha carreira. São mais de duas décadas que trabalho com pessoas criativas – com arte, cultura e entretenimento. Um privilégio. O espaço é apresentado pelas “categorias”: Escritos, Música, Teatro e Etc e Tal, onde relaciono trabalhoss como assessora de imprensa, produtora executiva, escritora, redatora, pesquisadora, gerente de DVD e marketing, e diretora artística e de produção. Para facilitar, relaciono alguns artistas e empresas que fazem parte dessa história: Warner Bros., Paramount, Metro Goldwyn Mayer, Disney, United Internacional Pictures, Universal Music e Universal Music Christian Group, Sony Music, Sistema Globo de Rádio, TV Globo, Instituto Tom Jobim, Bourbon Street Music Club (Festinal Paraty, ZAZ), casa de shows Metropolitan (RJ), CCBB-RJ, Ciranda Comunicação (sócia gerente entre 2001 e 2005), Caliban Produções Cinematográficas, A Gente se Fala Produções Artísticas. Além de alguns artistas e criativos que trabalhei: Kid Abelha, Jota Quest, Skank, João Gilberto, Caetano Veloso, João Bosco, Cassia Eller, Zezé di Camargo & Luciano, Ivete Sangalo, DJ Marlboro, Sandy & Junior, Carnaval do Cordão do Boitatá, Pitty, Zeca Pagodinho, Caco Ciocler, Matheus Nachtergaele, Débora Falabella, Adriano Garib, Letícia Spiller, Camila Pitanga, Carmo Dalla Vecchia, Fagner, astróloga Claudia Lisboa; cineastas: Claudio Assis, Silvio Tendler, Mauro Faria; diretores: Hamilton Vaz Pereira, Moacir Chaves, Roberto Alvin, Eric Lenate, Daniel Herz, Jodele Larcher. Para nos conhecermos melhor, sugiro um bom papo acompanhado de um café, ao vivo ou via Skype. Um abraço apertado, Silvana O crédito da logo da Passarim é do amigo, competente designer e fotógrafo, Philippe Leon.

CINEMA BRASILEIRO TEM DNA FEMININO DESDE 1930

Publicado no Mulheres Jornalistas: https://mulheresjornalistas.com/cinema-brasileiro-tem-dna-feminino-desde-1930/cultura/

Aos 17 anos, a paulistana Tereza Trautman trocou a medicina por um curso de interpretação e direção, se aproximou de cineastas como Luiz Sérgio Person, João Silvério Trevisan e Carlos Reichenbach e, aos 22 anos, lançava seu primeiro longa, “Os homens que eu tive”, em 1973. Escrito, editado e dirigido pela jovem cineasta, após seis semanas em cartaz e com sucesso de público e crítica, o filme foi censurado pela ditadura militar e liberado somente em 1980, com o título: “Os Homens e Eu”. Nele, Tereza falava da liberdade e da individualidade da mulher, além do roteiro abordar a independência sexual feminina, esta última, uma das conquistas com a chegada da pílula anticoncepcional, quando as mulheres conquistaram o domínio do seu corpo, com a possibilidade da decisão de engravidar, ou não, de fazer sexo por amor e com um único parceiro, ou não. Protagonizado por Darlene Gloria, o cartaz de “Os homens que eu tive” já sinalizava, e mostrava, a ousadia da diretora.

A cineasta à frente do seu tempo, Tereza Trautman, que assina cinco produções cinematográficas, mudou seu foco quando decidiu ser uma mulher que apoia o cinema nacional. E falar de cinema nacional é jogar luz nessas mulheres que dedicaram suas vidas ao cinema do Brasil, desde a década de 1930, como a histórias da Tereza e de muitas outras que podem ser conferidas na série “As Protagonistas”, de Tata Amaral. A cineasta narra, dirige e faz comentários nos 13 episódios da série, quando se debruçou sobre o audiovisual brasileiro a partir da produção de mais de 70 cineastas mulheres. A diretora foi buscar trechos dos filmes e obras audiovisuais, documentos, fotos, recortes de jornais da época de cada produção, depoimentos das autoras e de pesquisadores para contar a trajetória dessas mulheres, a partir de 1931, com o filme “O caso do dominó preto”, de Cleo de Verberena.

Década por década, Tata inventariou essas cineastas. Foi buscar nas produções, a partir de meados dos anos 1970, a consolidação da mudança do comportamento feminino, bem como seu espaço na sociedade, quando impulsionadas pelas lutas feministas no mundo todo, as cineastas brasileiras passaram a produzir e discutir seu papel como artistas e profissionais. “Elas nos mostram que não existe apenas um “feminismo”, mas “feminismos”, reflete Tata Amaral, que afirma: “Estas cineastas criaram personagens femininas longe dos estereótipos”. Em 1970, década-chave para o avanço dos direitos femininos, quando as cineastas brasileiras realizaram mais de 200 filmes que desafiaram o regime militar, o ambiente machista e se arriscaram expondo sua sexualidade e seu imaginário. Mais que ser censurada com suas produções e retratada pela série, Tereza Trautman assumiu o compromisso de defender a produção independente do cinema nacional e, em 2004, estreou não um longa-metragem, mas um canal por assinatura com programação original e exclusiva, o CINEBRASILTV, que, neste mês, comemora 17 anos de existência.

E foi assim que a ideia da cineasta Tereza Trautman de abrir um canal de audiovisual se tornou uma realidade para autores jovens e consagrados, que produzem documentários autorais investigativos, séries ficcionais inéditas que refletem comportamentos, conflitos e relações humanas. Séries documentais que resgatam tradições das curvas do Brasil profundo. E foi dentro deste conceito que o CINEBRASiLTV produziu, ao lado de cineastas de todos os cantos do país e diretores como Silvio Tendler, Betse de Paula, Cao Hamburger, Jorge Durán, Renato Tapajós, Toni Venturini, Orlando Senna e Paloma Rocha, alguns títulos que são referência para o cinema nacional, como Pobres Diabos, A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, Antena da Raça, Na Boca do Povo, Fabiana, Sementes da Educação. A criadora do canal reflete: “Ao meio dia de 10 de julho de 2004, com a exibição de “A Descoberta do Brasil”, de Humberto Mauro, o patrono maior do cinema brasileiro, entrou no ar o CINEBRASiLTV. Desde então, continuamos singrando pelos mares, mesmo em meio a tempestades, torcendo para que o mau tempo passe e que possamos ganhar a tão sonhada liberdade. Liberdade não só de ideias, da qual nunca abrimos mão, mas finalmente a liberdade econômica cuja falta sempre nos sufocou”.

Atualmente o canal possui na sua grade de títulos em produção um número que cobrirá a sua programação até o ano de 2025, com títulos exclusivos e originais, claro. Em julho, para comemorar o aniversário, a programação passa pelo Brasil de Glauber Rocha, com a produção original do canal, o documentário em longa-metragem, “Antena da Raça – O Filme” (Brasil, 2020), de Paloma Rocha e Luís Abramo. Selecionado para o Festival de Cannes 2020, o filme resgata o ideário (e memória) de Glauber Rocha questionador e provocador, ao recriar a estética do Programa Abertura, comandado pelo cineasta na TV Tupi entre 1979 e 1980, período da Lei da Anistia. Declara Tereza: “E estamos comemorando o aniversário com a estreia do longa documental “Antena da Raça” e, neste momento, sentimos o quanto Glauber nos faz falta, com o seu espírito irreverente, brilhante e objetivo”.

Como Tereza Trautman, Adélia Sampaio, Helena Ignez, Helena Solberg, Sandra Kogut, Letícia Parente, Sonia Andrade, Ana Maria Magalhães, Tizuka Yamasaki, Suzana Amaral, Lucia Murat, Carla Camurati, Anna Muylaert, Laís Bodanzky, Viviane Ferreira, Eliane Caffé, Yasmin Thainá, Graci Guarani, Heloisa Buarque de Holanda, Julia Rezende e Tata Amaral são alguns nomes que destacamos de mulheres de cinema e do audiovisual brasileiros, para não esquecermos o que elas conquistaram de espaço e reconhecimento para todas as gerações que estão chegando e que ainda vão chegar.

Foto: Tereza Trautman, foto Camila Freitas, divulgação Tangerina Entretenimento

COLHI FLÔR DE CACTO NO IVERNO!

Aprendi a gostar das flores que retornam na primavera para o meu jardim, pois o ciclo da sêca-chuva-florescer fica mais nítido quando estamos fora da cidade grande. Após estar no sítio, percebo a beleza real das estações e, antes mesmo da primavera chegar, chegarão algumas flores não tão famosas como as orquídeas, como a flor do cacto — sim, meus cactos pequeninos de vasinho de plástico florescem. 

E hoje ofereci esta linda flor de cacto vermelha à uma amiga que, um dia, segurou minha mão e me trouxe de volta ao caminho da escrita que eu havia abandonado. Naquele dia, como hoje, ela merece flores por sua caminhada de amor a sua verdade com o outro, por suas tristezas transformadas em vida nova, como as flores de cacto, que brotam entre os espinhos.

Seria fácil falar das orquídeas, as mais amadas e belas, mas hoje, na véspera da chegada da primavera, algo já anuncia que logo logo será tempo de colheita, mas é preciso aceitar as folhas secas no gramado para ver florescer o abacateiro, a mangueira, as suculentas e até o cacto. Nem tudo é orquídea nas nossas vidas.

Amanhã, as flores e os  frutos serão aprendizado de um ciclo, como a amiga que varreu suas folhas e hoje colhe suas flores.

Vale à pena passar por todas as estações com o que cada uma nos entrega de melhor: a transformação. 

Obrigada, @anaholandaoficial, por ser minha amiga e entender quando as palavras transbordam dentro da gente. Amo-te afetuosamente,

MÚSICA E EDUCAÇÃO: PROJETOS QUE AQUECEM O CORAÇÃO E SALVAM VIDAS

Venho fazendo releases sobre a ampliação da formação de novos alunos de música de orquestra e coral, já que cuido da comunicação externa do IBME (Instituto Brasileiro de Música e Educação, com sede no RJ), que há dez anos deseja mudar a vida de crianças e jovens e, consequentemente, suas famílias, através da educação e da música.
E podemos elogiar as parcerias, como do Santander e da Uber, que proporcionam manter os concertos e, com isso, a continuidade dos estudos dos alunos que fazem parte da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca e suas demais formações, como quartetos e música de câmara.

Mas gostaria de ponuar a ampliação do projeto nos municíos de Itaguaei, com o patrocínio do Instituto Vale, para a formação da Orquestra Sinfônica Juvenil de Itaguaí; para São Gonçalo, que ganha Orquestra a partir da parceria do IBME com o Consulado Geral do México no Rio de Janeiro, para a inclusão dos estudos de música para os mais de 600 alunos da primeira Escola Intercultural Brasil-México, criada no Ciep Brizolao 413 Adão Pereira Nunes; além dos alunos de TODAS as séries das escolas do município de Areal, que é visinho de Petrópolis.

E, a cada dia, em passos de formiguinhas, percebo que vamos conseguir mais municípios interessados na transformação social a partir da educação e da cultura dos seus pequenos cidadãos.
E isso aquece meu coração.

Trabalhar com eles e ver suas buscas incansáveis por cada parceiro conquistado para ampliar o projeto e abraçar mais famílias, é uma opção de vida que admiro muito.

E. como uma otimista incurável, sou grata por fazer parte disso e acompanhar de perto a transformação dessas crianças e jovens com um instrumento na mão. Como disse um aluno ao voltar de um ensaio e passar perto de um jovem com um fuzil na sua comunidade: “Hoje estou com meu instrumento, mas poderia estar como o meu amigo, com esta arma nas mãos.”.
E só quem ouve ou presencia tais relatos entende, de verdade, a busca incansável de cada gestor de projetos que buscam uma chance para transformar nossas crianças e jovens em cidadãos — uma possibilidade diferente para a vida, autoestima e pensamento crítico.
E hoje, 4af, 1/9, tem concerto para comemorar a parceria com o Consulado do México e, por isso, convido vocês a olhar mais de perto a transformação. Direto do Palácio Guanabara, a apresentação será transmitida ao vivo em nosso canal do YouTube.

Salva na agenda e assista: https://youtu.be/QFZIaBIh6kU

Foto da OSJC, IBME, Rafael Ribeiro.

PERDENDO REFERÊNCIAS, NUMA CULtURA ÓRFÃO

Sabemos do agora e o agora está doendo dentro de nós. Seja pelo descaso de um governo que virou as costas para a cultura do país, seja pelo incêndio da cinemateca de São Paulo, nada mais é tão visível quando a tristeza que abala a cultura nacional nestas últimas semanas. Estamos perdendo as referências, numa cultura órfão. E todos os dias não é diferente, mas esta semana, com a perda de dois grandes atores, Paulo José e Tarcísio Meira –sendo a partida de Tarcisão (como era chamado pela classe artística) pelas complicações da COVID-19, está doendo em cada um de nós, que vivemos neste universo da cultura, e em toda uma nação, mais uma vez. E costumo repetir a frase do russo Leon Tolstoi (1828-1910): “Canta tua aldeia e cantarás o mundo.”, quando é preciso entender que sem a nossa história cultural, nossas raízes, nosso reconhecimento em nós como povo, vamos perdendo a própria identidade. E Liev Nikoláievtich Tolstói escreveu um dos romances mais grandiosos e aclamados da literatura mundial, “Guerra e Paz”, que na sua versão original tinha mil páginas, onde o autor, um pensador social e moral, um dos mais importantes autores da narrativa realista, passou cinco anos debruçado sobre o romance histórico e filosófico, onde reconstrói a Rússia no tempo de Napoleão, quando escreve sobre a invasão do seu país pelo exército francês, até a sua retirada, entre 1805 a 1820.

E por que falar agora de Tolstoi? Porque as memórias das vitórias, até mesmo das batalhas, precisam ser lembradas e exaltadas com orgulho por seu povo. E o povo brasileiro, como do mundo globalizado, está com sua faixa etária cada vez mais alta. E, para quem atua como esta escriba há mais de 30 anos com cultura, parece que estamos há um passo de perder nossas maiores referências. Pois somos um país jovem, sem muitas batalhas como foi no continente europeu, que após suas conquistas ficaram conhecidos como Mundo Velho, ali no século XV. E o que Tarcísio e Paulo representam nesta escalada de dor por tantas perdas? Estamos nos transformando em um país que não houve a ciência, não preserva suas florestas, seu povo, suas memórias, pois atua com descaso para a memória cultural, como aconteceu recentemente com o acervo precioso da Cinemateca Brasileira em São Paulo, após o incêndio devastador no dia 29 de julho. Como aconteceu também com o Museu Nacional do Rio de Janeiro em 2 setembro de 2018, que até aquela data era considerado um dos maiores acervos de história natural e antropologia das Américas, com mais de 20 milhões de itens históricos.

Hoje, após a notícia da partida do nosso Tarcísio Meira, somada a partida do nosso Paulo José, não somado a isso a ideia deles serem já homens com idade avançada, mas somado a falta que suas vozes, e de tantos que já partiram desde Flávio Migliaccio e Aldir Blanc, farão falta para toda uma sociedade que clama por paz e honestidade, em meio a guerra contra o vírus. Após essa reflexão, sentei olhando os pássaros se alimentando no comedouro do abacateiro – livres –,  pensei que poderia ser melhor estar sendo passarinho neste dolorido contexto. Mas como o canto dos pássaros, temos ainda que acreditar nas vozes pensantes e coerentes do nosso povo, aquelas que lutam por cada pedaço de floresta ou acervo, que lutam por cada grito de liberdade, de honestidade, de igualdade. Sim, que venha a renovação para novos tempos de paz e prosperidade. Enquanto acreditamos nisso, deixo um pequeno trecho de Guerra e Paz, de Leon Tolstoi, que pode traduzir o que precisamos mais agora que no século IXX.

“Como se através de uma janela aberta num quarto abafado soprasse de repente um ar fresco do campo, assim também soprou, no abatido estado-maior de Kutúzov, a mocidade, a energia e a convicção da vitória que vinham daquela juventude radiosa que chegara a galope.” (trecho do romance Guerra e Paz, de Leon Tolstoi)

Foto: o luto!

ALAN ROCHA É AtOR E MÚSICO NA NOVELA NOS TEMPOS DO IMPERADOR, DA GLOBO

Alan Rocha chegou de mansinho para falar sobre a novela que entraria no ar na Globo, era 2020. Ele estava falando de Nos tempos do Imperador, que demorou quase um ano para estrear, por causa da Pandemia. Nela, Alan da vida a Balthazar da vida a Balthazar na nova produção das 18 horas da emissora. Seu personagem é líder na Pequena África (local que hoje é a zona portuária do Rio de Janeiro), que recebia os negros alforriados e fugitivos, após o comercio de escravos se tornar ilegal no país, a partir de 1831. Mas, ao conversar novamente com Alan neste 2021 fui descobrindo muitos personagens, muitas habilidades. Premiado como Melhor Ator Coadjuvante, pelo Prêmio APTR de Teatro, com o musical Da Cor Púrpura, Alan é músico de formação pela UFRJ, também é cantor e compositor que tem seu cavaquinho como grande inspiração, dos mestres como Pixinguinha.

E quanto mais se conversa, mais se descobre sobre o Alan, que criou o Clube Akorin com o desejo de valorizar a cultura negra, contar as histórias, sua arte e seus personagens, principalmente para as crianças. “Estou organizando a consolidação do “Clube AKorin”, projeto que traz o teatro e a musicalização infantil, principalmente para as crianças, mas é para todos. Mas a valorização da cultura negra para a infância é importante e vai estar nas redes sociais, que será veiculado no YouTube e no Instagram. Algumas historias e brincadeiras que criei para apresentar musicas e músicos, como Gilberto Gil, D. Ivone Lara, Clementina de Jesus, dentre outros.”, afirma Alan.

Seja como líder na Pequena África, como professor de música para crianças ou com o Clube AKorin, todas são histórias que precisam ser contadas e recontadas na busca por mudança do pensamento, da cultura e da vida de toda uma nação contra o preconceito estrutural que vivemos.

Nossa parceria de tabalho segue até setembro, mas já deixa saudade desse artista que tem uma delicadeza no trato, na sua fala, na sua vontade de fazer sua arte, de espalhar e valorizar sua ancestralidade.
Instagram: @alanrocha8 | Foto de Ernane Pinho

Clipping imprensa (por @festzjuliana): https://drive.google.com/drive/folders/1H35o1GaMUM4OKfO08NFswYcUMrKgb0l7?usp=sharing

VICTOR SALOMÃO É DESTAQUE NA HBO MAX, EM OS AUSENTes

Victor Salomão está na HBO Max em Os Ausentes, que teve estreia na plataforma de streaming no dia 22 de julho. Destaque na série investigativa escrita por Maria Carmem Barbosa e Thiago Luciano, com direção geral de Caroline Fioratti e direção de Raoni Rodrigures, o ator interpreta o personagem central do Episódio 9, onde vive o drama de Kennedy Pires, garoto de programa que se assume gay para o padrasto e vai em busca de saber quem é o seu pai biológico.
Os Ausentes, protaginizada por Maria Flor e Erom Cordeiro, donos da agência de investigação, aborda tema de extrema importância social: pessoas desaparecidas ou mesmo pessoas que sumiram da vida de outras pessoas, como o pai do personagem de Victor Salomão, drama que é o fio condutor do episódio.

Sobre a série e seu prsonagem, Victor reflete: “Me sinto muito à vontade com o drama. Foi uma grande experiência, foi incrível fazer Os Ausentes.”.

Ainda para 2021, Victor está na nova temporada da série Segunda Chamada, da Globo, prevista para estreia no mês de setembro de 2021.
Fiquem de olho neste jovem ator, pois já já ele vai se destacar cada vez mais no audiovisual brasileiro . Bem, talento ele tem e estuda para isso.
Está sendo um prazer trabalhar com Victor.

Instagram: @viisalomao |Foto Victor Salomão: Fabio Audi

Clipping assessoria de imprensa (por @feltzjuliana): https://drive.google.com/drive/folders/1_Ll-sgpl_n7NzAUFqSTYk_QWy1QMptT_?usp=sharing 

AMORES E ANIVERSÁRIO NUM DOMINGO

Todo mundo já comemorou, pelo menos, um aniversário em isolamento social pela Covid-19. Com isso, percebo que se nada mudar para melhor com tudo que estamos vivenciando, seremos mesmo designados ao fim da existência. Mas meu segundo aniversário pandêmico me faz contar para vocês que ganhei o nome da minha bisavó materna, vítima da Gripe Espanhola, a última pandemia que a humanidade havia conhecido, em 1918. Vovó Bisa Silvana partiu jovem, aos 36 anos, deixou uma escadinha de filhos pequenos, estando minha avó com 9 anos que, ainda criança, ajudou a cuidar dos irmãos. Vovó possuía poucas lembranças da mãe, mas sempre lembrava e comentava da pandemia. Desejou ter uma neta com esse nome como uma homenagem e minha mãe atendeu ao pedido. Foi assim que, muito prazer, me chamo Silvana, filha de Jacy, neta de Maria da Penha e bisneta de Silvana.

E neste novo ano, que foi o meu segundo sem muitos abraços pelas angustiantes distâncias – sem falar na tensão que estamos vivendo, na tristeza pela perda de pessoas amadas, na tragédia desse governo, do cuidar do emocional e afins – que, otimista ao extremo como sou, continuo inventando coisas para fazer, para trabalhar, para mudar, para seguir adiante. Foi assim que concordei em administrar o Aibnb de um chalé de amigos. Mas foi neste mês de julho que inventei desafios de ordem tecnológica para minha existência e, entre uma enxaqueca e outra, atualizei o telefone novo, presente de Diego e Carol. Também resolvi cancelar a conta PJ do Itaú, já que a cobrança mensal era incompatível com a realidade atual. E lá fui eu para a aventura de instalar um banco digital no telefone novo. Não satisfeita, resolvi comprar um adaptador para transformar a TV em Smart. Ok, foi meio além do que minha tecnologia mental pode dar conta, mas com a ajuda de um e de outro, sucesso!

Sigo aqui com meus recém comemorados 5.7, com corpinho e cansaço compatível com o numeral, com as desventuras do país, mas ando com meu jardim verdinho nesse fim de semana que vivi a comemoração intimista. No frio além da conta que nos pegou quase de surpresa, com aquecedores e afins, comemorei na companhia de Alfredo, Alzer e Cintia, com comidas, bebidas e muita diversão, com histórias, causos e Olimpíadas na TV. E assim foi o aniversário: com o amor de Alfredo e esse casal querido que nunca me deixou sozinha por aqui. Eles representaram todos que eu gostaria de ter abraçado, mas os meus queridos e amados escreveram nas redes, ligaram, fizeram vídeos, me marcaram em fotos, desejaram felicidades ao vivo em programa de rádio (a Tia ouviu), deixaram declarações de amor e afeto, tão necessários por todos estes dias de ausências e saudades diversas que estou vivendo, que estamos vivendo. E lembrei de aventuras que vivi com cada um lendo os bilhetinhos.

Nasci no dia 1 de agosto e quando acordei neste ano de 2021 era domingo, e eu adoro domingos, e foi dia de aniversário, e foi com saúde, entre pessoas amadas, ao vivo ou online, em paz. Entendi que este era o meu melhor presente, mas o sino tocou na varanda, era Nuxa e Patrícia, traziam um desejado Manacá da Serra, grannde, repleto de brotos e flores lilases e brancas. 

Naquele momento, agradeci baixinho ao Senhr do Universo, a Deus e pensei: definitivamente o meu domingo está completo.

MULHERES E ASSÉDIO: CORAGEM PARA DENUNCIAR E APOIO

Alguns relatos de assédio moral, bem como abuso psicológico com mulheres que conheço, gerou o artigo a seguir, publicado no Instituto Mulheres Jornalistas (link no fim do texto). No título, um pouco do que é preciso para dar conta dessa grave e desleal forma de se viver o feminino: coragem para denunciar e apoio para continuar. Minha mentora e eterna fonte para assuntos de relacões humanas nas empresas, Ticyana Arnaud colaborou na matéria. Meus agredecimenatos à LETÍCIA FAGUNDES e para as entrevistadas que cito no texto.
Crédito: Ilustração Designed by Freepik

Foi ali no final do século IXX para o começo do século XX que a revolução industrial precisou da mão de obra feminina, para dar conta das produções em grande escala, para suprir o mundo do consumo capitalista. Foi dali que elas ficaram com várias jornadas, como filhas, mães, irmãs que ficavam com os caçulas para a mãe trabalhar. E no mundo dominado por homens de todas as nacionalidades, uma coisa é certa: mulher é boa mão de obra, mas não venha querer mandar em mim. Combinado?

Errado. Começamos a desobedecer neste quesito com mulheres que já no início do século XX desbravaram as artes, as engenharias, as academias das ciências. Mas como podemos chegar na segunda década do século XXI com essa distante realidade para a equiparação do reconhecimento do feminino quando se fala em mercado corporativo, na sua grande maioria liderado por homens? Onde está a voz, a independência individual e liberdade conquistadas a partir dos ganhos conquistados por mulheres, por vezes consideradas feministas ou acadêmicas em suas áreas, que levantaram bandeiras e gritaram em megafones para serem ouvidas? Elas já venceram aquelas batalhas para estarmos hoje onde estamos. Mas no dia a dia a luta continua companheira, na árdua tarefa de serem boas mães, ótimas esposas, eximias cozinheiras e donas de casa. Mas o que perdemos em um século? Imagino que a oportunidade de, primeiramente, ser independente emocionalmente do ser masculino, pois para se brigar de igual para igual ainda em tempos atuais, vale ser uma mulher mais dura, mais firme e menos mimimi. E qual o motivo dessa dureza para sobreviver? Para primeiro ser ouvida, ganhar adeptos e, depois, assumir um lugar de fala, de independência para não precisar mais suportar assédio moral, manter um emprego para pagar as contas do mês.

No país, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mulheres são as responsáveis pela renda doméstica em metade dos lares brasileiros, onde são as gestoras da casa. Mas resta saber o que ainda falta para entenderem que ser mulher é muito mais trabalho e menos mimimi. É claro que desejamos que em um futuro próximo possamos ser sensíveis como somos de verdade, amorosas como devemos ser, mas duras e firmes como já sabemos como deve ser na hora que a pressão bate. E a pressão sempre bate para mulheres que são independentes e fortes em seus ideais, sejam as mais experientes ou as mais jovens, o que se faz atualmente é uma união que não se via entre o gênero feminino nas décadas passadas. Ser forte para assumir que não será possível continuar sob a gestão de um dono de empresa que, acima de tudo, não pode ser “mandado” por uma mulher. Quem vive nessa seara sabe que até o empreiteiro da reforma do banheiro torce o nariz se a “dona” da casa resolver ser a porta voz do que deve ou não ser feio, inclusive deixar o chão limpo após a bagunça do dia trabalhado. Homem, até os mais modernos, não gostam de mulheres de “opinião”, que fazem debate. Sim, ninguém mais ouve calada atrocidades como, “Quem banca sou eu; Quem paga o seu salário sou eu e você vai fazer o que eu mandar”. E ouvi um áudio com esta sentença enquanto conversava com mulheres para esta reportagem.

Mas o preço do desmande é alto e muitas abaixam a cabeça para manter seu emprego, seu salário ou até mesmo seu cliente, quando se é uma pequena empreendedora MEI (Microempreendedor Individual). Foi assim com a jornalista e especialista formada em Influência Digital – Conteúdo e Estratégia pela PUCRS, Petra Sabino, de 37 anos, e mãe de uma menina de 7 anos, que já perdeu a conta do número de assédio que sofreu na carreira. “Me parece que a maioria dos homens, seja do campo conservador ou progressista, não está preparado para aceitar a mulher em um cargo de liderança. O masculino precisa se reafirmar a todo o momento e a maneira de fazer isso é subjugando as mulheres. Possuo tantos casos de assédio moral e sexual nesses anos como profissional de comunicação que até daria um livro”, desabafa Petra.

Já Miriã Antunes, Relações Públicas, ficou doente com a relação toxica na empresa que trabalhou em 2019, quando, após os inúmeros abusos psicológicos, desencadeou uma alergia emocional e uma severa amigdalite. Ela comenta: “No meu último emprego formal de CLT, trabalhava em uma empresa que ajudava outras a formar líderes. Entretanto, seus próprios líderes eram chefes tóxicos e não líderes. Na época, o meu chefe controlava cada e-mail que eu enviava para os clientes, enviava mensagens com cobranças fora do horário de trabalho e limitava a minha forma de falar, inclusive”. Atualmente, como empreendedora, Miriã, reflete: “Mulher não é menos capaz que um homem para liderar, muito pelo contrário, infinitas pesquisas mostram o quanto mulheres tem mais sensibilidade e o quão dão conta de executar mais tarefas ao mesmo tempo. O que mulheres muitas vezes têm é o medo de denunciar, o preconceito que podem passar e, por isso, muitas vezes, recuam na hora em que devem resistir ao inaceitável. Não suportei mais e pedi demissão”, finaliza.

A Consultora de RH e Especialista em Recolocação Profissional, Ticyana Arnaud, confirma os relatos que ouvimos (todos os dias) e afirma: “O assédio é uma coisa comum, que acontece o tempo todo e sabemos disso, infelizmente. Mas ainda existe o medo que as mulheres sentem em denunciar quando existe esse tipo de situação, seja o seu chefe ou o colega de trabalho. Para que se possa conquistar mudanças é importante fazer uma denúncia contra o assédio e, sendo uma empresa com RH, o departamento deve acolher a funcionária e orientar que faça a denúncia e ainda deve trabalhar a conscientização interna da corporação. Já existem leis que amparam estas mulheres em situação de assédio, seja ele qual for – moral, sexual ou psicológico”, indica Ticyana. Sim, é preciso coragem, mas é preciso apoio e acolhimento para todas as mulheres que se sintam em situação de vulnerabilidade. E Ticyana se refere a LEI Nº 9.029, de 13 de abril de 1995,  onde o Artigo 1o diz: É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho, ou de sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, reabilitação profissional, idade, entre outros, ressalvadas, nesse caso, as hipóteses de proteção à criança e ao adolescente previstas no inciso XXXIII do art. 7o da Constituição Federal (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015).

Saindo do mercado profissional formal e corporativo, um outro olhar de Petra Sabino, que atua como membro do Conselho Municipal da Mulher de Chapecó, em Santa Catarina: “Percebo que na agricultura familiar as discussões estão avançando e as mulheres estão se organizando, se ajudando e se unindo para resolver suas questões pessoais. Estão olhando mais para si”, enfatiza. Imagina uma mulher, agricultora no interior do Brasil como líder de fala? Sim, é possível. Por isso se faz tão importante o agrupamento de associações de federações, como a que a Petra é membro, para que o pensamento possa começar pela autoestima, passar pela independência emocional, para conseguir entender que outras mulheres também estão na mesma situação. Já na área da agricultura familiar de grandes grupos, o patriarcado já se rendeu às suas filhas, como gestoras e administradoras dos negócios da família. Sendo esse um pequeno, mas representativo ganho. Já para aquelas mulheres que nascem sabendo e são à frente do seu tempo, que carregam bandeiras, a luta já começa a ser ganha, mas precisa de mais adesão e apoio, até mesmo dos homens que já descobriram que ser um parceiro será mais fácil para todos, já que daqui por diante não vamos recuar, voltar para as fábricas sem saber qual seria a carga horária, nunca mais.

Nesse quesito, muito se tem perdido na pandemia, quando o mercado corporativo ainda não se adaptou para as questões do home office versus a carga horária de suas funcionárias, principalmente as que possuem filhos pequenos ou em idade escolar. E se o gestor, o gerente ou o chefe for do gênero masculino… bem, assim começamos tudo outra vez, lá para o topo desta página.

https://mulheresjornalistas.com/mulheres-e-assedio-coragem-para-denunciar-e-apoio/direitos-humanos/direitos-da-mulher/

CANAL DE TEREZA TRAUTMAN, CINEBRASILTV, COMPLETA 17 ANOS

Há dois meses, em maio, fui convidada por Ana Rosa Tendler para uma reunião com Tereza Trautman, já que o CINEBRASILTV precisava de uma profissional de comunicação. Nunca haviam contratado uma assessoria de imprensa, mas percebiam potencial de notícia na programação, para buscar “algumas notinhas”. Buscar espaços na mídia para o canal por assinatura de produção independente do audiovisual brasileiro, com programação original e exclusiva, com filmes doc e ficção e séries. Em dois meses, não só notínhas, mas muitas notinhas, críticas e espaços bacanas para a programação do canal por assinatura.

Mas passo aqui para falar do aniversário do canal, que hoje, 10 de julho, completa 17 anos. E como falar do canal sem falar da sua criadora, a cineasta Tereza Trautman, paulistana que aos 17 anos trocou a medicina por um curso de interpretação e direção, se aproximou de cineastas como Luiz Sérgio Person, João Silvério Trevisan e Carlos Reichenbach e, aos 22 anos, lançava seu primeiro longa, “Os homens que eu tive”, em 1973. Escrito, editado e dirigido pela jovem cineasta, após seis semanas em cartaz e com sucesso de público e crítica, o filme foi censurado pela ditadura militar e liberado somente em 1980 com o título Os Homens e Eu.

Tereza falava da liberdade e da individualidade da mulher, além do roteiro abordar a independência sexual feminina. A cineasta à frente do seu tempo não parou mais e criou o CINEBRASILTV em 2004. Para conhecer mais Tereza Trautman, a série As Protagonistas, de Tata Amaral, está na programação do canal e conta a história do audiovisual brasileiro a partir da produção das cineastas mulheres. Tereza é retrata no episódio 4, sobre a década de 1970, década-chave para o avanço dos direitos femininos, quando as cineastas brasileiras realizaram mais de 200 filmes que desafiaram o regime militar, o ambiente machista e se arriscaram expondo sua sexualidade e seu imaginário.

“Ao meio dia de 10 de julho de 2004 com a exibição de A Descoberta do Brasil de Humberto Mauro, o patrono maior do cinema brasileiro, entrou no ar o CINEBRASiLTV e desde então continuamos singrando pelos mares, mesmo em meio a tempestades, torcendo para que o mau tempo passe e possamos ganhar a tão sonhada liberdade. Liberdade não só de ideias, da qual nunca abrimos mão, mas finalmente a liberdade econômica cuja falta sempre nos sufocou.
E vamos comemorar nosso aniversário estreando Antena da Raça, o filme, de Paloma Rocha e Luis Abramo, uma visita aos programas do seu pai no Abertura da tv tupi. Sentimos o quanto faz falta o seu espírito irreverente e brilhante, objetivo.”, reflete Tereza Trautman.

O CINEBRASIL JÁ é um canal por assinatura, por apenas R$9,90 (nove reais e noventa centavos) por mês, sendo o primeiro mês gratuito para o novo assinante. Acesso e programação: https://www.cinebrasilja.com/
No link a seguir, é possível consultar as  operadoras que carregam o canal, apenas informando o Estado. Acesso: http://www.cinebrasil.tv/index.php/localize-o-canal
A programação do canal pode ser assistida através da assinatura no Divertenet. Acesso: https://divertenet.com.br/cinebrasil
O canal  também está disponível no ao vivo da Oi Play, é gratuito por 30 dias. Acesso: https://oiplay.tv/oiplay/content/details/MV014176590000

Clipping assessoria de imprensa:  https://drive.google.com/drive/folders/1czunjDsid5sLrGf7SSPejuKZCOtuh_Gx?usp=sharing
Clipagem Juliana Feltz (@juliana.feltz)