Todos os posts de passarimcomunicacao

Sou uma longa história, costumo dizer. E, por aqui, apresento os meus escritos e a minha trajetória como profissional de comunicação. Parte do meu caminho está aqui, como um mosaico do que construiu a minha carreira. São mais de duas décadas que trabalho com pessoas criativas – com arte, cultura e entretenimento. Um privilégio. O espaço é apresentado pelas “categorias”: Escritos, Música, Teatro e Etc e Tal, onde relaciono trabalhoss como assessora de imprensa, produtora executiva, escritora, redatora, pesquisadora, gerente de DVD e marketing, e diretora artística e de produção. Para facilitar, relaciono alguns artistas e empresas que fazem parte dessa história: Warner Bros., Paramount, Metro Goldwyn Mayer, Disney, United Internacional Pictures, Universal Music e Universal Music Christian Group, Sony Music, Sistema Globo de Rádio, TV Globo, Instituto Tom Jobim, Bourbon Street Music Club (Festinal Paraty, ZAZ), casa de shows Metropolitan (RJ), CCBB-RJ, Ciranda Comunicação (sócia gerente entre 2001 e 2005), Caliban Produções Cinematográficas, A Gente se Fala Produções Artísticas. Além de alguns artistas e criativos que trabalhei: Kid Abelha, Jota Quest, Skank, João Gilberto, Caetano Veloso, João Bosco, Cassia Eller, Zezé di Camargo & Luciano, Ivete Sangalo, DJ Marlboro, Sandy & Junior, Carnaval do Cordão do Boitatá, Pitty, Zeca Pagodinho, Caco Ciocler, Matheus Nachtergaele, Débora Falabella, Adriano Garib, Letícia Spiller, Camila Pitanga, Carmo Dalla Vecchia, Fagner, astróloga Claudia Lisboa; cineastas: Claudio Assis, Silvio Tendler, Mauro Faria; diretores: Hamilton Vaz Pereira, Moacir Chaves, Roberto Alvin, Eric Lenate, Daniel Herz, Jodele Larcher. Para nos conhecermos melhor, sugiro um bom papo acompanhado de um café, ao vivo ou via Skype. Um abraço apertado, Silvana O crédito da logo da Passarim é do amigo, competente designer e fotógrafo, Philippe Leon.

ATOR JULIO ADRIÃO NO PALCO PARA OS 18 ANOS DO PREMIADO “A DESCOBERTA DAS AMÉRICAS”

Amo esta foto do Julio Adrião fazendo a nau que trouxe seu personagem da Europa para o Novo Mundo, no espetáculo “A descoberta das Américas”. Tenho imagem maravilhosas, até melhores, mas quando você assistir, vai entender. No palco, Julio Adrião sem qualquer recurso cênico, além de luz. Narra as aventuras de Johan Padan e todos os personagens que passaram pelo caminho do protagonista, como índios, espanhóis, cavalos, galinhas, peixinhos, Jesus e Madalena. Com profunda conexão e cumplicidade com o público, um ator só em cena que atua em estado essencial e de emergência.

E preciso dizer que estão abertas as comemorações para os 18 anos do aclamado “A descoberta das Américas”, com apresentações populares no Rio de Janeiro para o espetáculo que deu a Julio Adrião o Prêmio Shell de Melhor Ator no ano da estreia da montagem, em 2005. De lá para cá, o texto “Johan Padan a la descoverta de le Americhe” de Dario Fo, escritor Italiano, e Nobel de Literatura (1997), percorreu todos os estados brasileiros e oito países de quatro continentes, em mais de 700 apresentações – dentre festivais, temporadas e turnês.

Com direção de Alessandra Vannucci, que assina a tradução e adaptação com Julio Adrião, a montagem conta a história de um homem. Um Zé ninguém de nome Johan Padan, rústico, esperto e carismático, escapa da fogueira da inquisição embarcando, em Sevilha, numa das caravelas de Cristóvão Colombo. No Novo Mundo, nosso herói sobrevive a naufrágios, testemunha massacres, é preso, escravizado e quase devorado pelos canibais. Com o tempo, aprende a língua dos nativos, cativa-os e safa-se fazendo “milagres” com alguma técnica e uma boa dose de sorte. Venerado como filho do sol e da lua, catequiza e guia os nativos numa batalha de libertação contra os espanhóis invasores.

Sucesso de crítica e público por onde passa, vale assistir ao vivo esta beleza de trabalho de ator, de teatro físico, de uma estrada de 18 anos. Mas para quem quiser assistir agorinha, segue o link disponível no YouTube:
A descoberta das Américas:
https://www.youtube.com/adescobertadasamericasjulioadriao

Foto Maria Elisa Franco

DESPEDIDA DE PAULO JOBIM

Quase nunca faço uma postagem nas redes para me despedir de uma figura pública. Costumo mentalizar, faço uma prece e agradeço por sua vida.

Mas nesta última sexta-feira fiquei com o coração apertado, muito triste, desejando fazer uma pequena homenagem, um relato gentil sobre Paulo Jobim, carinhosamente conhecido como Paulinho – uma pessoa simples, tímida e de um talento imenso.

Para quem o intitulava como o filho de Tom, desconhecia o grande músico, muito reconhecido pelos seus pares. Em 2012, minutos depois da exposição sobre Tom Jobim ficar “pronta” para o público, perguntamos se ele poderia sentar ao piano do pai, ao lado do violão. Ele estava visivelmente emocionado pela memória afetiva de filho, mas o registro de @leoaversa me eternizou aquele momento.

Sou grata por tamanha confiança na nossa boa parceria profissional. Desejo que a sua linda sinfonia esteja sendo tocada no grande universo. Siga na paz, querido. ❤️E meu abraço carinhoso para sua família, Georgina, Didier e toda a equipe do Instituto Antonio Carlos Jobim.

Para conhecer o lindo trabalho de Paulinho como fundador (também foi Presidente) do Instituto Antonio Carlos Jobim, segue o link: https://www.jobim.org/

Foto, Leo Aversa.

Daniel e Portugal

Falei para Susana: não vou batizar. Acabei de ter um câncer e não acho justo esta criança ganhar uma madrinha quase idosa e já com uma doença grave no currículo. Mas não teve argumento que fizesse a mãe mudar de ideia. Em 2015, aos dois anos, Daniel ganhou uma madrinha de cinquenta, com as tais qualificações.

Naquele ano, a vida começava a ser retomada e os pedidos de Susana era para um encontro em Portugal, já que Daniel seria apresentado para a sua família de lá. Hesitei. Jamais poderia ficar um mês fora do país, mas quem sabe uns dias. Uma viagem um pouco diferente para ser “férias em Portugal”: não deveria extremos. E lá fui eu com uma mala quase vazia para ficar doze dias fora de casa. Da concha. Da segurança dos médicos. Embarquei sozinha. Cheguei.

Fui para a pequena cidade de Santo Tirso, trinta minutos do Porto. Lá era a base da viagem, na cia da Susana, do seu pai, o querido Vovô Mario e da Helo, amiga da família. Brincava que éramos já quase idosos com uma criança de dois anos. O meu Dindi, como chamo Daniel.

Nos primeiros passeios pelos jardins, calçadas e ruas pouco movimentadas da cidade, Daniel passava algum tempo fora do carrinho. A comadre não conseguia liberar a criança sem um barata voa de todos correndo para pegar o pequeno. Entendi a questão.

Daquele inicio das férias em diante, sem perceber, parecia injusto fazer uma viagem daquelas com uma criança presa a um carrinho. Passei a estar presa a ele nos nossos passeios. Empurrei, sentei ao lado. E ficamos juntos ali bem cedinho naquela estação de trem, rumo ao Porto e  a Lisboa. Fiz uma foto. Fiz duas. Fiz algumas do seus lindos olhos azuis. Fiz muitas fotos de Daniel. Entreguei o celular para ele, abaixada e grudada para o clique. E assim a viagem transcorreu. Eu sempre colada nele, no carrinho. Ele, com o dedinho frenético no botão do meu telefone. Deixei com som para fazer clique, clique, e Dindi amava. Quando soltava ele do carrinho, andávamos de mãos dadas ou corríamos. Mas tinha um celular para negociar nossas fotos.

Revejo as imagens divertidas, e em sequencia, nos pontos turísticos que nunca aparecem. Daniel foi nosso fotógrafo naquelas férias que me trouxeram de volta – com ele, a paz de deixar acontecer com leveza. Aquilo que eu precisava para retomar algo que havia perdido com o câncer, ali em 2014.

E sempre revejo as fotos com nossos rostos grudados. Eu abaixada ao seu lado no carrinho. Sorrisos. Um ao lado do outro, como foram todos os dias daquelas férias em Portugal. E isso ainda aquece o meu coração.

P.S: Daniel vai fazer dez anos em 2023. Me chama de dindinha. Brincamos muito e ouço suas histórias. Somos muito grudados. Quando vou de visita, dormimos juntos e sua mãozinha fica embaixo do meu travesseiro. Ele sempre desliga o telefone dizendo que me ama e que está com saudades. Eu respondo que o amo muito e que também estou com saudades. E assim, percebo que foi bom para nós a comadre Susana não ter desistido de mim.

No Instagram, algumas fotos dessa história:
https://www.instagram.com/p/CkoYkMwpnXD/

VOVÓ RE VERSA É LIVRO DA HELEN MARIA

Passo para falar do lançamento de “Vovó Re Versa” (Literando), livro infantil de Helen Maria, avó de primeira viagem que é conhecida dos cariocas, e em outras cidades do país, como a criadora do Projeto Emplaque o Bem (@emplaqueobem), que pendura nas árvores plaquinhas de ripa de caixote, pintadas à mão com mensagens amorosas.

Helen é minha vizinha aqui no sítio e um dia me disse que estava lançando um livro. E não precisou falar duas vezes e estamos juntas nesse momento de puro de amor, já que Vovó Re Versa  fala para os pequenos e os grandes sobre as dúvidas e alegrias de ser avó. Além da gratidão pelo nascimento do seu netinho Miguel. Com o singelo aval de Ziraldo, que comentou: “Muito bonito, muito interessante”.

Para o seu primeiro livro, com o seu olhar de artista, Helen criou e modelou todos os personagens, seus figurinos e os “cenários”, que foram fotografados por Bruno Leão para ilustrar a publicação, como o universo lúdico e mágico da criadora. Na construção de “Vovó Re Versa” a autora desenvolveu seu texto repleto de referências do mundo atual, mas fez questão de mostrar o imaginário dos contos da literatura mundial, assim como seus afetos – como o cão Nescau, que esteve com a família por mais de uma década e se transformou em estrelinha.

AMO PARATY E AS SUAS TRADIÇÕES CULTURAS – CAIÇARAS E CAIPIRAS

Gosto de fazer parte de um movimento que preserva as tradições culturais, como acontece na comunidade do Rio Pequeno, na cidade histórica de Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Fazer a comunicação para a salvaguarda dos Caiçaras e Caipiras, com festas e levantamento histórico. Em 2021 e, em julho e agosto de 2022, ampliei, com eles, este legado para as novas gerações não se perderem de casa, das suas raizes, com o intuito de preservar a memória da Costa Verde e da sua gente, tradições que precisam estar presentes nas próximas gerações.

Para entender, desde 2021 projetos para a salvaguarda das tradições culturais da região estão sendo amplamente realizados pelos seus moradores e por historiadores como a Tainá Mie, que abraçou a comunidade. Quando se iniciou o “Levantamento de Referências Culturais Caiçaras e Caipiras da Comunidade do Rio Pequeno”, com a participação de lideranças da Coordenação Nacional de Comunidades Caiçaras e do Fórum de Comunidades Tradicionais Caiçaras, Quilombolas e Guaranis (na ocasião, fortalecidos com a presença do INEPAC e da Comissão de Educação da ALERJ).

A Partir da união das famílias locais, pela Associação de Moradores e Produtores Rurais da Comunidade Tradicional Caiçara do Rio Pequeno, em parceria com a Associação de Defesa do Povo Tradicional Caiçara do Rio Pequeno e Naturais de Paraty, que resgataram documentos para a realização do Levantamento de Referências Culturais Caiçaras e Caipiras da Comunidade do Rio Pequeno, pessoas determinadas a transmitir e espalhar práticas através da oralidade e promovendo seus espaços culturais, onde ressaltam a importância de valorizar os usos sustentáveis dos recursos naturais da região.

Este ano tivemos a entrega do “Levantamento” com duas festas para comemorar e valorizar as tradições, com sua música, dança, gastronomia, o plantio da Cana-de-açúcar e da mandioca, a feitura da farinha de mandioca, da cachaça e oficinas para falar de tudo isso.

Clipping com as matérias publicadas 2021/2022: https://drive.google.com/drive/u/1/folders/1ifXz1A4lDsjyuf-wIMqwItQG5e-6bVLK

Foto arquivo, Casa da Farinha.

ETERNIDADE NO MEU JARDIM

Todos os dias eles me esperam com suas cores que brilham nos abacateiros, enquanto busco os frutos e ofereço nos comedouros. Agradecidos, piados e conversas que se parecem mais com a cozinha animada da minha casa quando lotada de amigos. Passam o dia assim, animados. Na varanda, colibris reclamam do cansaço que me fez acordar tarde. Seus bebedouros estão vazios.

Comedouro das rolinhas, canários e pombas juritis está do outro lado, com muita misturinha de milho picado e grãos gostosos para paladares exigentes. Começou a chover e tudo volta a estar verdinho, semeando os ventos de agosto.

É setembro. Todos estão afinando seus cantos – pipiripipi, cucurucuri, bennteviii, filfilfilfil, crooocrooo. Estão empenhados nas conquistas, catando gravetos, buscando locais seguros para novos ninhos. Na bromélia imperial da varanda, Saíras 7 cores, Saí-azul como lápis lazuli,  se banham para refrescar. Pica Pau de cabeça vermelha e de cabeça amarela, o Japú preto como a noite, mas com bico e rabo amarelos que, quando voa, um leque laranja se abre nas nossas cabeças, fazem um apito para avisar que tem comida abundante. Um jovem tucano chama sua família do galho mais alto do abacateiro lotado de frutos maduros.

Jacus, uma mistura linda de galinha com urubu, chegam ao amanhecer e retornam ao cair da tarde. Andam sempre pelo gramado e sentem muita fome. Comem tudo, são imensos e voam alto. Quebram comedouros com suas silhuetas de chester. E, na qualidade passarinhada, a pequenina cambaxirra, em casal, que todos os anos prepara a casinha no alto da varanda para a chegada dos pequenos. Ariscos Bem Te Vi e Sanhaço verde azulado disputam com o anfitrião de tudo por aqui, o Sabiá e seu canto que ecoa. E nem falei nas animadas Maritacas, o casal de João de Barro e os Canários amarelinhos.

No início da primavera se faz o novo ciclo de vida, das plantas e dos animais, dizem ser o Equinócio da Primavera, que amorosamente batizei de meu jardim! Aquele que vive o mistério da eternidade da sua natureza.

RAFA SIEG: ANOTA ESTE NOME!

Nesta 6af, dia 7 de outubro, Pantanal chega ao seu último capítulo – novela das 21 horas de maior sucesso dos últimos tempos da Globo.
Mas em junho o ator Rafa Sieg me ligou para falar sobre um trabalho que estava fazendo na TV, na Globo: Pantanal. Pensava em fazer uma assessoria, achava que era o momento. Pois é, conversamos e entendi que tudo começou de repente para o Rafa, seguir em maio para o Mato Grosso, para gravar por lá uma participação com a personagem que chegaria para abalar as estruturas e matar metade do elenco do folhetim.

Falei: vejo que nada devemos fazer agora, minha estratégia é esperar, mas fique à vontade. E ali no vídeo, parado, olhando para mim, Rafa falou: eu topo. Vamos em frente. Vamos esperar a hora certa para começar. Você me diz.

Então, se você está lendo este pequeno relato, vai lá “dar um Google” e descobre o Solano, o matador contratado por Tenório, personagem do ator Murilo Benício, que chegou chegando em Pantanal, em setembro.
Isso mesmo. Se-tem-bro. Esperamos quase três meses para começar o nosso trabalho, que teve todo o apoio da assessoria da Globo, quando seguimos juntas, eu e Julia Costa, com um plano apertado, repleto de expectativa e suspense.
Rafa arrasou e Solano ficou eterno na memória da dramaturgia nacional. E como em um sonho, “de espectador, pulei para dentro da tela”, disse o ator com humildade.

Gratidão Rafa @siegrafa , obrigada por confiar, por me deixar estar com você neste voo tão especial da sua carreira, em Pantanal.

Rafa Sieg é ator da Dom Agenciamento @domagenciamento , da Cacá Fonseca, parceira querida que me confia seus talentos como o Rafa, que com mais de quarenta trabalhos no audiovisual, ainda aguarda a estreia de duas séries e dois longa-metragens.
Foto Rafa Sieg, crédito: Carol Beiriz.

Clipping com as matérias publicadas no link:

https://drive.google.com/drive/folders/13cG9Zi9mGpKbkxYY-wMcz75qdq8GQDi0

AMOROSA LITERATURA DE BETH GOULART

Costumo dizer que meu trabalho é compromisso, entrega e dedicação. Mas, nos tempos atuais, uma correria de última hora. Mas com Beth Goulart foi diferente, já que a atriz, roteirista e diretora, me chamou para conversar sobre o lançamento do seu primeiro livro: Viver é uma arte: tranformando a dor em palavras (Letramento) com boa antecedência. Algumas horas depois da nossa primeira conversa, na cia da sua sócia Pierina, o lançamento seguiu sua estratégia – com prazo e com planejamento -, tudo que amo para desenvolver um trabalho com as oscilações do mercado da notícia, com os possíveis factóides e demais questões que podem impactar na trajetória de projeto lançado às pressas.

E o melhor de tudo: recebido pela mídia e fãs da autora com o reconhecimento do talento e dedicação da Beth e da sua equipe, para que este livro emocionante, carinhoso e afetuoso, em cada linha, possa tocar as pessoas. Como a autora costuma dizer, “na literatura sou eu e o leitor, em um momento só nosso”. E Beth é pura sabedoria. Com ela aprendo algo novo todos os dias.

Estamos nesta parceria desde março e seguimos com as entrevistas e as viagens de lançamento. O amoroso livro de Beth Goulart é uma homenagem a sua mãe Nicette Bruno, uma conversa com todos que estão dispostos a observar a vida pela compreensão e pelo amor.

Abaixo, link com o clipping da mídia espontânea do lançamento, com as matérias que valorizam ainda mais a escrita de Beth Goulart:

https://drive.google.com/drive/u/1/folders/1XNqsGf_-s3pF3i0dO023ToCCuANkWV6S

Foto de capa: Nana Moraes

SÁBADO À NOITE — TRABALHOS E ATORES

Todo mundo espera alguma coisa, de um sábado à noite. Pois é, como na música, eu esperava atualizar o site, mas fui contar e, desde a última postagem foram muitos trabalhos executados, alguns ainda em curso.

Fiquei pensando e revendo as fotos de montagem de teatro, atores, livros, música, filmes, séries, documentários, que faço a assessoria de forma artesanal, pessoal, com afeto e dedicada aos desdobramentos dos projetos a partir das minhas experiências não só com a comunicação, mas como gerente de markekting e de projetos em cultura e entretenimento. 

Resolvi que vou escrever aos poucos, mas preciso destacar uma parceria linda com a Miriam Juvino, da A Gente Se Fala e, com a Cacá, da Dom Agenciamento, que venho realizando com atores jovens das duas empresárias, repletos de talentos diversos, com trabalhos de repercussão nas artes, mas inexperientes para entender a comunicação além das midias digitais.

E preciso dizer que isso tem me dado um prazer imenso, como ensinar a importância da comunicação como um todo, conduzir e preparar para suas primeiras entrevistas. Ajudar no entendimento dos seus reais posicionamentos, suas verdades a serem apresentadas no primeiro release de suas carreiras.

E, acima de tudo, uma troca linda de experiências — eles, com as alegrias e dúvidas naturais na era digital; eu, mais experiente, vendo de dentro este movimento, enquando conduzo eles para um olhar mais ampliado da comunicação ao grandioso universo que vão trilhar. E agradeço todos as oportunidades.

https://www.agentesefala.com.br

https://www.domagenciamento.com.br/

ESPETÁCULO INSPIRADO NO TEATRO DO ABSURDO ENCERRA TEMPORADA NO RIO

Fazer assessoria de comunicação de espetáculos de teatro é sempre um grande prazer e chega ao fim a temporada da montagem em cartaz no Teatro Vannuccina Gávea (RJ), A Vingança de Shakespeare, qeu chega na sua última semana no dia 1 de maio, domingo, às 20h30 (o espetáculo teve estreia no dia 18/3/2022). Com texto e direção de André Costa e elenco composto por Carlos Bonow, Priscila Ubba, Sérgio Abreu, Renatta Pirillo, Camila Mayrink, e o ator convidado, Roberto Pirillo, que dão vida a uma confraria de atores que se reúnem para prestar homenagem a Dionísio. No encontro, encenam a tragédia de Romeu e Julieta e celebram a chegada de um novo membro, que guarda um segredo fascinante, como a misteriosa confraria.

Inspirado no gênero do teatro do absurdo, A Vingança de Shakespeare é um suspense tragicômico que se passa na noite do encontro da confraria de atores. Se reúnem regularmente para prestar homenagem a Dionísio, quando encenam, para eles próprios, uma tragédia. Sem saber de antemão seus personagens, os atores podem recorrer ao improviso e à espontaneidade, sem jamais alterar o rumo e o desenlace do texto original. 

“Shakespeare e o teatro do absurdo é uma abordagem que tem muito a ver com os tempos de polarizações que estamos vivendo. Na peça, uma confraria de atores é criada para homenagear o legado do teatro. O que seria algo altamente positivo e dignificante se desdobra no seu oposto. Trata-se de crítica direta a todos que acreditam na radicalização das “boas ideias” como maximização do “bem comum”. O resultado alcançado, a história não deixa dúvidas, é sempre o da tragédia”, reflete o autor.

Clipping da assessoria de impresa: https://drive.google.com/drive/folders/18-JtuTE_tElB3jxxeXyo-4H1Bj1-mSBS?usp=sharing