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Sou uma longa história, costumo dizer. E, por aqui, apresento os meus escritos e a minha trajetória como profissional de comunicação. Parte do meu caminho está aqui, como um mosaico do que construiu a minha carreira. São mais de duas décadas que trabalho com pessoas criativas – com arte, cultura e entretenimento. Um privilégio. O espaço é apresentado pelas “categorias”: Escritos, Música, Teatro e Etc e Tal, onde relaciono trabalhoss como assessora de imprensa, produtora executiva, escritora, redatora, pesquisadora, gerente de DVD e marketing, e diretora artística e de produção. Para facilitar, relaciono alguns artistas e empresas que fazem parte dessa história: Warner Bros., Paramount, Metro Goldwyn Mayer, Disney, United Internacional Pictures, Universal Music e Universal Music Christian Group, Sony Music, Sistema Globo de Rádio, TV Globo, Instituto Tom Jobim, Bourbon Street Music Club (Festinal Paraty, ZAZ), casa de shows Metropolitan (RJ), CCBB-RJ, Ciranda Comunicação (sócia gerente entre 2001 e 2005), Caliban Produções Cinematográficas, A Gente se Fala Produções Artísticas. Além de alguns artistas e criativos que trabalhei: Kid Abelha, Jota Quest, Skank, João Gilberto, Caetano Veloso, João Bosco, Cassia Eller, Zezé di Camargo & Luciano, Ivete Sangalo, DJ Marlboro, Sandy & Junior, Carnaval do Cordão do Boitatá, Pitty, Zeca Pagodinho, Caco Ciocler, Matheus Nachtergaele, Débora Falabella, Adriano Garib, Letícia Spiller, Camila Pitanga, Carmo Dalla Vecchia, Fagner, astróloga Claudia Lisboa; cineastas: Claudio Assis, Silvio Tendler, Mauro Faria; diretores: Hamilton Vaz Pereira, Moacir Chaves, Roberto Alvin, Eric Lenate, Daniel Herz, Jodele Larcher. Para nos conhecermos melhor, sugiro um bom papo acompanhado de um café, ao vivo ou via Skype. Um abraço apertado, Silvana O crédito da logo da Passarim é do amigo, competente designer e fotógrafo, Philippe Leon.

CRIASOM É FESTIVAL DE ECONOMIA CRIATIVA FEITO POR PESSOAS CRIATIVAS

Amo fazer parcerias com minha amada Maria Inês Costa. E abrimos os trabalhos de 2021 com o Criasom, festival repleto de pessoas queridas, inclusive Maria, que vai falar sobre assessoria de imprensa. E a primeira atração musical do festival é o Blues Etílicos, que faz live show direto de estúdio no Rio de Janeiro, nesta 6af, dia 26 de fevereiro, às 20 horas. A banda é a marca mais forte do blues nacional e há mais tempo em atividade nesse segmento, desde meados dos anos 80.
Apresentação do Blues Etílicos faz parte da extensa programação do festival sobre economia criativa, com música, dezoito bate-papos, com dicas de produtores, empresários e executivos dos diversos campos da produção cultural.
Até 26 de março, além dos bate-papos,  mais quatro shows na programação, como das bandas Blues Beatles, Yuri Prado e Mardi Gras Brass Zookas, Igor Prado and Just Groove e Electric Miles.
Confere lá a programação: https://www.youtube.com/user/eugeniomjrgmail/aboute
Clipping da assessoria de imprensa Passarim&MAIC: https://drive.google.com/drive/folders/1Aghhp54IPd4zv98TEAPJ-r_zds3EhuUp?usp=sharing

EVENTO PROMOVE E AMPLIFICA A MULHER NA CENA INSTRUMENTAL BRASILEIRA

Paraty é uma cidade histórica do Rio de Janeiro, que tem uma vocação imensa para eventos. E foi numa FLIP que conheci Indiara Belo, produtora da cidade que me deu suporte numa apresentação teatral no Sesc local. Ficamos proximas e sempre trocamos um olá todos os anos, quando vou para o Bourbon Festival Paraty.
No final de 2020 Indiara me avisou que o seu projeto, o Instrumental Brasileiras, estava aprovado pela Lei Aldir Blanc e começamos a trabalhar, já que o evento ficou online e sua produtora, a Jasmim Manga, estava fechando o cronorama.
A ideia sempre foi promover e amplificar a mulher na cena instrumental brasileira e Indiara montou uma extensa programação gratuita, que começou no dia 27 de janeiro e vai até 31 de março, com aulas abertas, podcasts, oficinas e videoclipe.
Mulheres da músca – artistas, produtoras e técnicas de áudio em um lindo e poderoso projeto.
Passa lá no site da produtora e participe: www.jasmimanga.com.br

Clipping das materias publicadas na mídia: https://drive.google.com/drive/folders/1nZN-NFqGth4T61NbRYGPPGNobw2Uw-Wr?usp=sharing

LARISSA VEREZA LANÇA LIVRO COM 148 DICAS PARA TRABALHAR EM HOLLYWOOD

Larissa Vereza é um doce de pessoa, que conheci fazendo o seu texto de apresentação para o site da produtora da sua empresária (A gente se Fala). Depois, ela fez duas lindas participações no Festival Estar Bem, que criei no inicio da pandemia. No primeiro ela recitou um poema e, no segundo, ela tocou e cantou lindamente.
Larissa é um talento para as artes e ser filha de famoso (Carlos Vereza) não limitou a atriz e roteirista, que também é cantora e diretora, a se aventurar nos Estados Unidos para buscar uma carreira internacional.
Após quase dez anos morando entre o Brasil e os EUA, Larissa lança “Como tirar seu visto O1 e se mudar para Hollywood – Um passo-a-passo para tornar seu sonho realidade” (e-book pela Amazon Brasil e Internacional, impresso no site da atriz).
O livro de 157 páginas traz 148 dicas que passam pela escolha do bairro onde morar, como encontrar um agente, conseguir testes, como se vestir, bons cursos e até como encontrar a sua turma. 
Para Larissa, que atua em produções nos Estados Unidos, a decisão de escrever o livro veio com a possibilidade de ajudar jovens artistas que desejam investir na carreira internacional nos EUA, como ela fez.
No inicio do ano Larissa me ligou, queria saber se eu poderia fazer o lançameno do livro em janeiro. E foi rapidinho que tudo aconteceu, mas ficou com gostinho de quero mais.

Clipping das matérias publicadas: https://drive.google.com/drive/folders/1JQKP_vNvJXt272mdCNbnTpCVGj2JkQrO?usp=sharing


Matéria escrita para o Coletivo Mulheres Jornalistas = PROJEtO Instrumental Brasileiras, online e gratuito, até 31 de março

Unidas para promover conhecimento, mulheres da cena da música instrumental se reúnem em evento online

Muitos meses já se passaram desde a primeira live, quando os artistas democratizaram suas artes e abriram suas casas para apresentações intimistas e online, logo no início da pandemia. De lá para cá, quase nada mudou para os profissionais de eventos e da indústria do entretenimento, mas uma lei foi criada para amenizar o impacto da pandemia no setor da cultura do Brasil. Foi batizada com o nome do poeta e compositor carioca Aldir Blanc (1946-2020), vítima da Covid-19, uma das primeiras perdas para a classe artística do país. Com o intuito de apoiar produtores e artistas em uma retomada, mas como o pós pandemia ainda parece distante para o setor do entretenimento, a Lei Aldir Blanc vem sendo utilizada por artistas e produtoras neste início de 2021 no formato online.

Unidas para promover conhecimento, mulheres da cena da música instrumental se reúnem em evento online

E foi a partir da Lei Aldir Blanc que nasceu a primeira edição do Instrumental Brasileiras, evento online que reúne mulheres da cena da música instrumental brasileira. Reconhecidas no Brasil e no exterior, produtoras da riquíssima e diversificada cena, unidas para promover conhecimento gratuito. Fazem parte da programação oficinas de música e engenharia de áudio, produção musical e parte técnica de show e eventos, lives com aulas abertas pelo YouTube, Podcasts sobre álbuns de mulheres compositoras que atuam na cena instrumental brasileira, e um videoclipe em homenagem a Léa Freire, uma das maiores flautistas brasileiras.

Com extensa programação, o Instrumental Brasileiras promove e amplifica a mulher na cena instrumental brasileira como cantoras, instrumentistas, técnicas de áudio e produtoras, como Indiara Belo, idealizadora e produtora do evento. Com o desafio de realizar com a Jasmim Manga uma programação com aulas abertas e oficinas, um videoclipe, o evento online pode ser conferido até o dia 31 de março.

 “O projeto nasceu em 2020, durante a pandemia. Então acabou sendo natural abarcar múltiplas possibilidades desde o começo. Mas a primeira ideia para o Instrumental Brasileiras foi para um festival presencial em Paraty.”, reflete Indiara Belo.

Programação completa e inscrições para as oficinas estão no site – www.jasmimanga.com.br– e nas mídias digitais da produtora, Com base em Paraty, cidade histórica do Rio de Janeiro, conhecida por sua vocação para grandes eventos, como a FLIP (Feira Literária de Paraty) e o Bourbon Festival Paraty. 

“Acabamos nos surpreendendo positivamente com o resultado, pois o online nos permite romper as fronteiras geográficas, aproximar pessoas de territórios distantes. Estão sendo muitos os encontros e a partilha. E é essa a nossa intenção, aproximar, para que o Brasil conheça o Brasil.”, complementa Indiara, que conta com uma equipe feminina que pretende explorar as várias etapas da construção da música instrumental. 

São elas: a cantora Ana Malta (oficina: voz instrumental e improviso vocal com ênfase nos ritmos brasileiros), a multi-instrumentista Carol Panesi (oficina: Improvisação e Criatividade), a baterista e percussionista Georgia Câmara (oficina: Percussões no som instrumental) e a multi-instrumentista, Mariana Zwarg (oficina: Arranjo para iniciantes). Além da parceria com o Mulheres do Áudio, coletivo que promove ações de valorização das mulheres que atuam nas diversas áreas de engenharia de áudio, que ministrarão as oficinas de áudio, com as profissionais: Daniela Pastore, Florencia Saravia, Gabriela Terra e Beatriz Paiva Lino.

E a democratização dos eventos online fortalece e aproxima o universo da música instrumental e das mulheres que nele atuam, para que o Brasil reconheça a música do Brasil.

MANTER O RITMO

Ritmo (no Wikipédia): do grego rhythmós – movimento regular. Designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo está inserido em tudo na nossa existência.

E foi quando a pandemia quebrou o ritmo da nossa existência que o movimento de mudança gerou uma nova rede de apoio e oportunidades. Sim, com muitas perdas aqui e no mundo, mas na busca por reinventar a roda todos os dias.

Mas, por aqui, o ano começou com alguns imprevistos cotidianos que embaralharam a minha rotina. Gosto do meu dia organizado e confesso que precisei me encontrar.

Costumo dizer que o movimento faz movimentar, faz girar as energias do universo, seja para conquistar um novo projeto, ou emprego, ou colocar em prática as resoluções de ano novo (até aquelas dos anos anteriores). O que vale é conseguir começar ou recomeçar.

Por aqui, hoje o exercício foi achar a palavra que traduzisse meu desconforto. E achei: ritmo. Então, mesmo que demore uns dias, encontre o seu ritmo regular para se manter em movimento, para não perder o curso da existência, do seu foco.

Carinhosamente,
Silvana


#passarimcomunicação

#minhavoz

#vamosjuntas

MATÉRIA PARA O COLETIVO MULHERES JORNALISTAS | Um RH mais humanizado pode ser um legado da Pandemia?

https://mulheresjornalistas.com/?p=2391
Por: Silvana Cardoso do Espirito Santo
Uma mulher consegue uma entrevista de emprego mas, na data, seu pequeno filho de dois anos amanhece com muita febre. É possível imaginar que esta mãe ligará para o RH da empresa para avisar que está impossibilitada de comparecer e pede uma nova oportunidade ou ela pede para alguém da família ajudar ou desiste da entrevista e leva a criança ao médico? 

Com o mercado de trabalho em revolução neste ano de 2020, mesmo que a pergunta acima esbarre na jornada profissional da mulher em home office, a resposta passa pela culpa de uma mãe priorizar o trabalho, passa pela angústia de não poder falar a verdade sobre o filho com febre. Aliás, ainda no Brasil atual, quando as mulheres começam a conquistar espaço de voz por igualdade, mesmo agora, é possível imaginar um pai nesta situação? 

Para nos ajudar a entender melhor estas e outras questões do mercado de trabalho para as mulheres em 2021, vamos conversar um pouco com Ticyana Arnaud, a Consultora de RH e Especialista em Recolocação Profissional que vem espalhando sua voz para promover um RH mais humanizado. – linkedin.com/in/tarnaud . E por acreditar neste novo olhar para quem busca um espaço no mercado de trabalho, com a experiência de duas décadas como gestora de pessoas em RH de empresas privadas, Ticyana pediu demissão no início deste ano com o sonho da sua independência em home office, quando chegou a pandemia. 

MJ: Ticyana, como está a sua jornada independente? E o que você pode compartilhar com mulheres e mães, agora com jornada integral.

Ticyana Arnaud: Comecei a empreender em março deste ano, uma semana antes de fechar tudo aqui no Rio de Janeiro. Foi um desafio lidar com a casa cheia, com marido e três filhos em casa. Demorei um tempo para conseguir administrar o caos. Aumentamos a velocidade da internet, organizamos os horários de estudos, tarefas da casa e lazer. Deixo um bilhete na porta quando estou em atendimento, assim ninguém pode entrar, mas algumas vezes eles ignoram, mas dou um desconto.

MJ: Você pode nos ajudar a responder a questão que abre este texto – a mãe com o bebê com febre no dia da entrevista? 

Ticyana Arnaud: Entrar em contato com o RH para remarcar e explicar a situação. É possível encontrar um RH acolhedor. É uma situação comum, já aconteceu de uma candidata ficar muito preocupada caso fosse aprovada, pois tinha um exame marcado no SUS há seis meses. Eu tranquilizei e disse que era para ficar despreocupada, que ela não seria eliminada do processo. E foi contratada.

MJ: Neste novo tempo das relações profissionais, com mulheres administrando suas carreiras em home office, como você observa esta relação com o empregador?

Ticyana Arnaud: Compreensão e transparência nas relações. Estas questões passam por jornada  de trabalho, que vem gerando grandes debates com a chegada da pandemia. Se antes essa profissional se ausentava da empresa quando o filho ficava doente, hoje esses problemas já não chegam na empresa, pois não existe a falta ou atrasos. A mãe e o filho estão no mesmo ambiente.

Algumas dicas para as mães:

  1. Ajuste as expectativas e entregas à sua realidade, pois seu trabalho vai render de acordo com a dinâmica da casa. Se o seu filho dorme na parte da tarde, deixe para realizar as atividades mais complexas nesse horário;
  2. Se precisar finalizar um trabalho, tenha em sua mesa home office alguns materiais para distrair seu filho, como papéis e canetas. Convide seu pequeno para trabalhar com a mamãe;
  3. Peça ajuda, você não precisa vestir a capa da mulher-maravilha e tentar dar conta de tudo sozinha e tenha por perto pessoas que você pode contar. E por mais difícil que possa parecer, livre-se da culpa.

MJ: Quais conflitos você tem percebido nestas relações de home office?

Ticyana Arnaud: Alguns gestores estão ultrapassando o limite e enviando mensagens em grupos de WhatsApp depois do expediente e nos finais de semana. A demanda de trabalho está sendo cobrada por todos os canais. E isso está gerando uma sobrecarga no profissional.

MJ: Cobrança para a reinvenção passa por todas as camadas e hierarquias profissionais. Qual a sua sugestão para os gestores?

Ticyana Arnaud: É imprescindível que as empresas tenham cautela e respeitem a jornada de trabalho. Ajustar as expectativas.

MJ: Você possui quase 200 mil seguidores no Linkedin e vem se consolidando como uma mentora para profissionais que buscam recolocação no mercado de trabalho. Com a chegada de 2021, a pandemia ainda desafiando a economia e as relações profissionais, uma dica para as mulheres que buscam se firmar e ter reconhecimento no mercado de trabalho – com filhos, família, home office e tudo que ajuda e atrapalha até chegar a almejada conquista de uma carreira de sucesso.

Ticyana Arnaud: Tenha um plano de carreira. Escreva todos os seus objetivos a curto e a médio prazo. Crie metas para alcançar estes objetivos. Exempl
Objetivo: Ser  promovida a Gestora da minha área;
Meta: Cursar uma pós graduação em Gestão de Pessoas;
Prazo para conclusão da meta: X meses.

O LinkedIn é uma vitrine, onde todo profissional deve sempre atualizar a rede de netwoking e se posicionar como profissional da sua área. Mesmo se não estiver buscando recolocação é importante estar atento ao que está acontecendo no mercado de trabalho, como os outros profissionais da sua área estão se capacitando e quais as tendências. Além disso, importante manter o perfil sempre atualizado e criar conteúdo para publicar. Estas ações podem favorecer o surgimento de oportunidades incríveis, como convite para entrevista de emprego ou até mesmo oportunidades de negócios.

MJ: Um RH mais humanizado está mais próximo em 2021, em um novo ano que já chega fragilizado com a pandemia? 

Ticyana Arnaud: É o que desejo. Profissionais que acolham e tenham mais empatia. Não podemos jamais esquecer que sempre serão pessoas lidando com outras pessoas e sem elas a empresa não obtém resultados. Esse olhar mais atento faz toda a diferença, as empresas estão se adaptando a essa nova modalidade de trabalho, e os profissionais também. A atenção está dividida e é preciso observar como a funcionária está lidando com essa nova rotina. Conversar com cada uma, entender qual a sua realidade faz toda a diferença. Imagina uma mulher que tem um bebê em casa e não tem rede de apoio? A creche está fechada, ela trabalha e cuida do bebê. É exaustivo e certamente a atenção estará dividida.

Para 2021, o tema que está ganhando a pauta dos gestores e líderes é a preocupação com as novas formas de trabalho, que mesmo com todo o aprendizado de 2020, os desafios ainda são muitos, quando falamos na gestão de pessoas em home office. E a gestão remota é a principal questão dos entrevistados da pesquisa “Os principais desafios de liderança para 2021 (https://abrhsp.org.br/conteudo/noticias/gestao-remota-um-dos-principais-desafios-para-2021/), publicada em artigo pela ABRH SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo).

Pensar em relações profissionais mais humanizadas por gestores e líderes também passa por ajustar expectativas, ter mais confiança e mais humanidade com as equipes.  Pontos que podem ser um dos legados, do bem, deixados pela pandemia do Covid-19.

Ainda não temos todas as resposta, mas já entendemos que olhar e perceber o outro com mais empatia e gentileza é tão importante quanto o exercício de olhar para nós mesmos.  Para isso, podemos usar a sugestão da Ticyana Arnaud, que sempre diz aos seus orientandos: “Seja a história que você gostaria de contar.”

A PRIMAVERA, O CANTO DO SABIÁ E A LIBERDADE

Algumas horas nos separam da nova estação. Alguns dias nos separam do primeiro ano do resto de nossas vidas. Seja no pessoal ou no profissional, o desafiador ano de 2020 abalou as estruturas, misturou os sentimentos, refez diretrizes, mas quem semeou vai colher – seja força e coragem, reinvenção profissional ou crescimento espiritual. Não importa a ordem, quem de alguma forma se fortaleceu com 2020 já está fazendo planos para 2021.

Por aqui, quando agosto chegou com seus ventos gelados para iniciar o semear, e enquanto aguardávamos a chegada da primavera, além da semeadura chegavam os pássaros enamorados. E neste agosto, enquanto o home office já era fato numa jornada desleal para muitos, lá fora, o balé e o longo canto do sabiá laranjeira ecoou como todos os anos. Foi a liberdade de ser pássaro versus a prisão de ser humano versus a fumaça das queimadas que dividiu em dois a tragédia do nosso país, com queimadas e Covid-19.

Para muitos o home office é um sofrimento, para outros, a liberdade das amarras do cotidiano profissional. Mas quando se trabalha em casa há mais de uma década, independente, é preciso gostar de cotidianos, da disciplina do plano do dia. E eu gosto. Mas de todas as conquistas que mantiveram a minha carreira em ordem com a liberdade almejada por muitos, algo ainda me faz falta: o dia-a-dia com a equipe.

Mas aqui tivemos equipes organizadas revoando com a chegada da primavera. Trazem aprendizados com a migração, assim como estamos tentando novos aprendizados nestes últimos meses. E por aqui, mais observação menos falação, alguns ninhos em volta da casa, mães desesperadas para alimentar seus bebês pássaros, misturado a saudades diversas que foram sendo diluídas à conta-gotas.

E quanto a liberdade? Bem, Santo Agostinho, um grande filósofo e teólogo que falava do livre arbítrio, disse: não importa se estamos presos, a liberdade está dentro de nós. E nestes últimos meses observar os pássaros ajudou a amenizar dúvidas e acreditar que a cada estação temos muito a aprender, como ensinar um filhote a comer e a voar, enquanto ele se fortalece.

Na foto, nosso pequeno Josué, que em breve seguirá na essência do que chamamos de liberdade. Verão, seja bem vindo para todas as pessoas.

Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2021.

MATéria produzida para o coletivo mulhetes jornalistas

PROGRAMA ORQUESTRA NAS ESCOLAS DEVERIA ESTAR ESPALHADO POR TODO O PAÍS
http://mulheresjornalistas.com/?p=2295

Conhecer Moana Martins é acreditar que tem muito mais pessoas fazendo o bem que podemos imaginar. E esse “muito mais” já soma milhares de jovens, crianças e professores, impactados com o Programa Orquestra nas Escolas (https://www.youtube.com/orquestranasescolas), projeto do Instituto Brasileiro de Música e Educação, que a professora coordena junto à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. E assim como estes jovens, a pianista que também tem formação em Etnomusicologia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é do interior da Bahia e conheceu a música ainda menina, numa escola pública. Sua escolha por se tornar uma musicista mudou o rumo da sua história. Mas Moana abriu mão de uma carreira de artista, com uma possível carreira internacional, para se dedicar a “transformar vidas e famílias através da música e da educação”, como costuma dizer. 

Filha e de uma família simples, Moana relembra sua vida de menina. “Eu e a minha irmã Morgiana somos muito amigas e parceiras. Na infância e adolescência nos criamos mutuamente. Meu pai saía para o trabalho e nós cuidávamos da casa, íamos juntas para a escola e cuidávamos uma da outra. Tenho a alegria de ter sido sua primeira professora de piano e, quando, no interior da Bahia, constituí minha primeira escola de música, ela era a melhor professora de piano da instituição, aquela que fazia os alunos se apaixonarem pela música.”

Determinada, a baiana do “Maior Povoado do Mundo”, slogan do município de Eunápolis, povoado criado a partir da finalização da construção do ramal de acesso da rodovia que ligaria Porto Seguro a atual BR-101. Mas aquele povoado, assim como a pianista, desejava crescer e foi emancipado em 1988, dois anos antes da estudiosa Moana se radicar no Rio de Janeiro, onde cursou seu bacharelado em Piano pelo Conservatório Brasileiro de Música (CBM-RJ). E foi no Rio de Janeiro que a pianista concretizou projetos como o Orquestra nas Escolas, que tem Concerto de Natal no dia 15 de dezembro, transmitido ao vivo direto da Cidade das Artes, às 19 horas, pelo canal do programa www.youtube.com/orquestranasescolas. “O Programa Orquestra nas Escolas traz consigo a tecnologia educacional do Som+Eu, o primeiro projeto que iniciamos aqui no Rio de Janeiro, no Morro da Providência. Hoje é um grande mosaico, porque tem sido forjado e aperfeiçoado por instrumentalidade de muitas mãos, inclusive professores, gerentes de  educação e servidores da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.”, declara Moana.

Desde 2017 o projeto viabiliza o conhecimento, o estudo e a formação de jovens como músicos de Orquestra, inclusive o Programa promove também a ajuda financeira para a aquisição do instrumento musical do estudante. Programa ousado para um município com tantas diferenças como o Rio de Janeiro, mas após apenas três anos, já possui dezessete orquestras, que assinam com o nome de Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, a OSJC, que tem a grandiosa Cidade das Artes como sua “casa” de ensaios. É de lá que estão sendo transmitidos alguns concertos, a partir dos estudos à distância, durante o período do isolamento social, como o que homenageou Tom Jobim, em setembro, a ópera O Morro Canta Canudos, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra e o Concerto de Natal, Só Risos. Apresentação da OSJC que acontece no dia 15 de dezembro com o Unicirco Marcos Frota.

“Desde o início da pandemia nós tínhamos essa certeza no coração: não podemos de maneira alguma calar, deixar calar a música dos meninos e meninas. Precisamos reinventar nossa maneira de vivenciar essas atividades e continuar oferecendo aos alunos as condições de aprendizagem. A gente foi encontrando  junto com as crianças e os professores a forma, o tempo, como manter a chama acesa até que isso tudo acabasse. Íamos fazendo o planejamento mensal das atividades. No dia 16 de março foi o primeiro dia de atividades remotas e de lá para cá não paramos um só dia.

Posso dizer que tivemos um crescimento exponencial em números de participantes, nas ações de divulgação do projeto, no crescimento musical dos meninos. Está na fala dos próprios jovens músicos e de suas famílias: o vínculo foi mantido e hoje somos um coletivo ainda mais unido e fortalecido.”, reflete Moana, como a Coordenadora do Programa Orquestra nas Escolas.

Com a ideia central de promover a experiência do conviver, do conhecer e de reconhecer suas potencialidades, o Programa busca preparar estes jovens para viver em sociedade como cidadãos autônomos, críticos e solidários. Assim a pianista busca mergulhar os estudos desses jovens em repertórios de artistas como Moraes Moreira e do maestro Tom Jobim, este último em parceria com o Instituto Antonio Carlos Jobim.

“O projeto Tom nas Escolas foi um presente maravilhoso, que teve como inspiração o nosso grande arquiteto dos sons, nosso maestro brasileiro. As músicas do Tom Jobim, recheadas de tão grande riqueza poética, foram recebidas pelos meninos e meninas com muito entusiasmo e rememoradas  pelas famílias com um tom de saudade e de memórias.

Recebi centenas de depoimentos incríveis, mas gostaria de compartilhar apenas um, que ouvi de Josué, um dos violistas da OSJC. Ele disse: como eu pude viver até hoje sem ouvir essas músicas? Não consigo desapegar, quando mais eu ouço, mas eu viajo, são tantos os pensamentos…”, reflete Moana, que completa. “Na espera do ensaio, eu e Josué passamos uns 30 minutos conversando. A gente compartilhou as paisagens que vinham à nossa cabeça a partir das músicas do Tom Jobim.  E sobre os shows com as divas Maria Luiza Jobim e a Leila Pinheiro foram momentos inesquecíveis para mim também, principalmente porque as músicas do Tom são a trilha sonora da minha vida.  Tenho uma grande alegria na minha vida e me realizei mais uma vez nos concertos do Tom nas Escolas, nossas orquestras estavam lindas. Ver os meninos e meninas apresentando a Educação Pública para o mundo, na sua perspectiva plena, me faz devanear.“

Mas todos os braços que trabalham para unir música e educação não são suficientes para manter o tamanho do sonho de Moana, em espalhar orquestras   e transformar vidas. A partir deste entendimento a intensa busca por patrocínio, para viabilizar a parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Foi assim que uma empresa se uniu ao projeto, como conta a pianista. “A Uber acreditou na capacidade de transformação e desenvolvimento social potencializado pela  OSJC e o Programa Orquestra nas Escolas, quando ainda não estávamos deste tamanho e neste nível de desenvolvimento. Em 2019 a empresa nos ofereceu a infraestrutura necessária para potencializar o desenvolvimento das crianças e jovens. Hoje nós somos o maior programa de Música e Educação do Brasil, em número de beneficiários e ações sócio-educacionais. Temos  muita gratidão ao patrocínio desta empresa e acreditamos que ainda há muito para fazer juntos pelas crianças e jovens do Rio de Janeiro, estendido às suas famílias e suas comunidades.”, reflete Moana.

Domingo, 29 de novembro, dez e vinte da manhã. Dia e horário que recebi pelo telefone o retorno para as perguntas desta matéria, encaminhadas na véspera para a pianista. A resposta dizia: “Vim à São Paulo buscar uns instrumentos para as violinistas do Lins*, são pequenininhas e os instrumentos que temos estão inadequados pra elas. Volto amanhã cedo, logo que a loja abrir. Respondo tudo à noite.” Sim, esta é Moana Martins cuidando dos seus meninos e meninas do Programa Orquestra nas Escolas. Viva ela!!

 *Lins de Vasconcelos é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, onde  alunos de uma escola do município participa do Programa Orquestra nas Escolas.

UMA ORQUESTRA JOVEM UMA HOMENAGEM

Hoje é um dia especial, com a apresentação do Concerto O Morro Canta Canudos, com a Orquestra Sinônica Juvenil Carioca com participação do Toni Garrido e transmissão às 19 horas – https://lnkd.in/emX_AYx. Mas eu ia contar sobre esta apresentação na 6af, dia nacional da Conciência Negra, mas foi impossível diante dos acontecimentos em Porto Alegre.

E nosso trabalho na comunicação tem dessas coisas, quando estamos com uma capa para sair e morre um artista ou acontece um fato do cotidiano e tudo muda. As vezes passamos meses negociando uma pauta e acontece alguma coisa que pode atrapalhar o nosso espaço no veiculo.

Mas como hoje é dia de festa, vai ter apresentação da OSJC, do Programa Orquestra nas Escolas em parceria com a Secretaria de Educação do Município do Rio, que desde 2017 transforma a vida de crianças e adolescentes através da música, hoje com 17 orquestras em várias formações pela cidade.

E como hoje é dia feliz, lembro da 6af, nas apresentações da Orquestra, tivemos quatro emissoras de TV (TV Globo, Globonews, CNN e Band), lá no Cais do Valongo, Patrimônio Histórico pela UNESCO como único vestígio material do desembarque do povo africano escravisado nas Américas.

Convite: conheçam o lindo projeto, hoje, 19h, no https://lnkd.in/emX_AYx.
Abs,

MULHERES JORNALISTAS NA 66a FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE 2020

Venho contar que minha carreira foi pontuada com oportunidades e desafios. Quase sempre nesta ordem, pois aceitar uma oportunidade passa pelo desafio de vencer obstáculos. Mas agora, como jornalista colaboradora do Coletivo Mulheres Jornalistas, além de honrada, venho sendo desafiada pela Letícia Fagundes a mostrar mais a cara e fazer umas entrevistas em vídeo.
Desafio aceito! E aqui está o resultado: a participação do Mulheres Jornalistas na 66a Feira do Livro de Porto Alegre 2020, onde desenvolvemos juntas os convidados e fiquei com três das cinco entrevistas que estão dentro da programação especial do evento, que este ano é online.
Assim, a jornalista Ana Holanda, a médica Marcia Rachid e a apresentadora Maria Beltrão conversaram comigo sobre seus lançamentos literários e suas carreiras.
Tão bom quanto o desafio foi perceber que estas três mulheres não são apenas bem sucedidas nas suas carreiras, elas encontraram a sua missão profissional e, com isso, encontraram a voz que chegará ao outro, que levarão com elas para toda a vida. E isso é lindo!

Cards por Coletivo Mulheres Jornalistas
Montagem: @patifernandes

Ana Holanda: LINK MJ https://youtu.be/o2h27p1TBS0
LINK FEIRA DO LIVRO POA 2020:
https://feiradolivropoa.com.br/2020/11/02/coletivo-mulheres-jornalistas-entrevista-a-jornalista-e-professora-ana-holanda/

Marcia Rachid LINK MJ: https://youtu.be/rUZUnWisn4E
LINK FEIRA DO LIVRO POA 2020: https://feiradolivropoa.com.br/2020/11/05/mulheres-jornalistas-entrevista-marcia-rachid/

Maria Beltrão LINK MJ: https://youtu.be/XEzu2kRAPcE
LINK FEIRA DO LIVRO POA 2020:
https://feiradolivropoa.com.br/2020/11/05/mulheres-jornalistas-entrevista-maria-beltrao/