Quanto vale ser único?


Quando ouvi pela primeira vez a frase, “Há dez mil modos de ocupar-se da vida e de lutar pela sua época.”, do escritor francês Antonin Artaud (1896-1948), ficou claro que a ideia é muito além do DNA, onde cada pessoa tem sua forma única de existir e contribuir para o mundo, combatendo a padronização do ser. O que está bem difícil nos dias de hoje.

Dra. Nise da Silveira (1905-1999), a psiquiatra brasileira que revolucionou o tratamento de pessoas com transtornos mentais no Rio de Janeiro, costumava citar Antonin para expressar sua visão sobre a liberdade individual e a busca por uma existência autêntica e engajada, muitas vezes para humanizar o tratamento psiquiátrico e valorizar o indivíduo.

E haverá sempre a necessidade de lutar pela nossa época e, em dias atuais, a frase antiguinha ficou atualíssima, quando sugere a pluralidade do caminho, pois não há um único “jeito certo” de se viver ou de se engajar no tempo em que se vive. Humanizar as relações e o olhar para o outro é ponto nas rodas de conversa, com a necessidade de lutar pelo socioambiental, até pela arte e a criatividade, para buscarmos inovação na forma de se viver, com o novo reconhecimento do eu e a necessidade de uma transformação interna.

Pois bem, entender a nossa era ficou complexo e desafiador. Estamos com cara de espanto, tentamos fazer o melhor possível e, muitas vezes, as peças do quebra-cabeças não se encaixam enquanto o ser individual busca um propósito genuíno diante das múltiplas formas de ser e agir no mundo.

Parece o caos. Mas é o caos.
Revolução pessoal me parece a síntese da frase, há dez mil modos de ocupar-se da vida e de lutar pela sua época. Para quem encara de frente suas diversas épocas de revolucionar a própria vida, uma caminhada repleta de aventuras, altos e baixos, vitórias, mudanças de rotas, perdas, decepções. Mas após esforços hercúleos quem consegue chegar perto da transformação pessoal entende o seu lugar no mundo, transforma ambientes, como a profissional e o familiar, além de contribuir para relações mais humanizadas em sociedade.
A verdade? Uma jornada que nunca termina, mas que vale a pena ser percorrida.

Para ouvir, Caetano e nossa “Gente”

Namastê.

Silvana Cardoso do Espirito Santo

Comunicação • Criativa e consultora em cultura e indústria do entretenimento • Escritora • Consultora e produtora (e oficinas) para Eventos sustentáveis • Projeto Morte Zero-MPRJ.

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