Vendo as fotos, revivi aquele momento com a certeza de que todas as mulheres que fui também estavam ali, me aplaudindo. Por esse muito que já vivi. Que muito já construí e reconstruí. Quando o tempo corrido comprova, e me diz, que muito realizei. E que também soube escutar e aprender. Rir, chorar, perder, ganhar e seguir. Vencer outra vez. Outras vezes. Coragem para reinventar.
Me reconheci ali naquelas mulheres: em busca do desconhecido, mas com propósito; na procura do caminho, mas já caminhantes; na vontade de fazer diferente, mas experimentando inovar de dentro para fora; realizando sonhos, que já são verdades; e, dispostas a aprender novas formas de se aventurar, para vencer novos desafios.
Carreira como foco, mas, antes de tudo, mulheres comprometidas e emocionadas com e para a vida.
Metamorfose é o nome do encontro de sábado passado, que “só fui”. Aberta. Despida de medos pela confiança na mentora do projeto, a minha amada e competente e sensível, Ticyana Arnaud. Sabia que seria uma experiência de chacoalhar o abacateiro, brincadeira para aliviar as tensões com palavras como autoconhecimento e sentimentos, como o medo. Um sábado inteiro que passou voando, com escuta. Exercitando a partir do que já tenho como verdade: a minha essência, a minha história, minha emoção e amor para a vida.
E assim retorno aqui com vontade de abraçar todas elas outras vez, por mais mulheres que possam seguir segurando as mãos umas das outras, também com aplausos.
Namastê.
Para ouvir, Marisa Monte com O que você quer saber de verdade.
Namastê.
Texto da newsletter Nós e o tempo em espanhol pelo sensível e talentoso amigo, Junior Medeiros.





