Um encontro diferente para os últimos tempos: um cartão escrito com caneta azul que me desejava uma vida renovada em cores e sorrisos, com as boas lembranças como o presente mais bonito que o tempo possa guardar e encontros que façam o coração sorrir. Chegou em um dia frio e chuvoso, diferente do que deve ser um dezembro já quase verão.
Mas chegou e, com ele, um sol por dentro, como ali no por de um mar grande e misterioso: o futuro quando dezembro adormece e janeiro vem chegando repleto de dúvidas. Mas no cartão havia certezas guardadas para que a magia do querer ser feliz em novos dias, um novo amanhecer após o sol se por para a noite levar tudo, para começarmos outra vez.
É a magia do tão longe, tão perto que me fez lembrar de Próspero, em A Tempestade: “Somos feitos da mesma matéria que são feitos os sonhos e, entre um sono e outro, a nossa curta existência”. Frase de um dos personagens mais oníricos da considerada última peça teatral de Sheskespeare, escrita entre 1610-11, quando o bardo nos confrontou a natureza ilusória da vida e dos sonhos. Talvez a dele que, um pouco depois, partiu, em 1616.
E é sempre assim: o fim de cada ciclo assusta, assim como o início de outro.
Agora, ao fechar um corajoso 2025, fortaleço os meus desejos com a energia que acredito e que me movimenta, em direção de onde já estou em 2026.
Namastê.
Para ouvir, ver e seguir o sol
Texto da newsletter Nós e o tempo em espanhol pelo sensível e talentoso amigo, Junior Medeiros.





