Lourinelson Vladmir estreia “Rua Augusta”, no TNT |A Gente Se Fala

Por vezes é corrido para dar conta de um projeto em cima da hora, mas conhecer mais de perto Lourinelson Vladmir foi uma grata surpresa. Ler as respostas das suas entrevista está sendo um grande deleite, entre a arte e o direito, na forma literal das palavras, já que o ator é advogado.
No melhor estilo “Corra-Lola-Corra”, Miriam Juvino me passou a incumbência do suporte para a divulgação do Lourinelson, já que é um personagem de destaque na série “Rua Augusta”, prodizida pelo TNT com a O2. A estreia no Canal é dia 15 de março, nesta 5af AGORA, na faixa das  22h30 – o 1o capítulo será duplo, às 23h nos próximos. Melhor de tudo, ainda, é fazer um relase às pressas, uma reunião às pressas e, depois, ficar jogando conversa ao vento com Lourinelson e Miriam, onde o ator autodidata e muito esperto para a vida, conta como são suas investigações, como se transformou no costureiro informal em pequenos consertos da família. Pode? Pode. Com este nome de artista ele pode.
Bem, corre dali, corre daqui, hoje acordei com esta belezura de página sobre “Rua Augusta” no SC do O Globo, feita pelo Alessandro Giannini, com entrevista do Lori. Pois é, já chamo de Lori. 😉
Link O Globo deste domingo:
https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/para-viver-stripper-em-serie-fiorella-mattheis-fez-aula-de-pole-dance-frequentou-inferninhos-22477449

Foto de Renato Amoroso, divulgação TNT.

Coragem e conquistas para ser desnecessária

Como assim, acabou? Pois é moça, acabou a família que você acreditou estar em sólidas bases de amor e confiança. Acabou a parceria moça, as conversas ao jantar, os passeios com os amigos e, assim, a certeza que também acabou a história de amor. Assim, um dia a vida estava fora do eixo, a partir da perda de sonhos em comum. Assim, um dia, sem emprego fixo, sem, sem, sem, sem um pai por perto para ajudar a criar e a educar um filho, sem o parceiro do sexo seguro e amoroso, do Natal e do Ano Novo em festivas comemorações de amor e paz.

A-ca-bou-se-o-que-era-do-ce-meu-bem. E o que sobrou além do filho amado, do cachorro e dos boletos para pagar? Sobrou coragem, cansaço e amor.

Duas décadas e meia depois, olho no espelho e reconheço em mim aquela mãe de 27 anos que optou pelo amor e seguiu sem olhar para trás, que cuidou do menino Diego, aquele pequeno que um dia aparou com a tesoura da casa os cílios e as sobrancelhas, após perceber o distanciamento do pai – a partir da separação e da mudança dele do estado e do país.
A minha história começa assim, como a de muitas e muitas mulheres independentes e empoderadas, para usar o termo do momento, hoje uma nomenclatura que ajuda o feminino a ter mais coragem na luta pelos seus direitos, no coletivo, como foi há cem anos. Entretanto, acredito que estávamos correndo de um lado para o outro na conquista do mundo e o sentimento do coletivo ficou adormecido nos últimos tempos desse último século, neste início de todas as conquistas, na independência da mulher ocidental. Uma tarefa hercúlea e solitária, mas que nos fez chegar até aqui.
Hoje, já no finzinho das comemorações do Dia Internacional da Mulher, relembro mulheres contemporâneas bradando que “na próxima vida quero voltar homem”, independente do credo. Hoje, cem anos daquelas conquistas, percebo um orgulho, uma determinação para novas conquistas, para um novo século de mudanças reais, onde ainda temos muito a fazer para as próximas gerações, independente do gênero. Penso também que podemos dar bonecas para os meninos ninar quando crianças, podemos ensiná-los a plantar uma flor além de ir ao jogo de futebol com o pai, podemos dar uma vassourinha de brinquedo, como fazemos com as meninas, para que possam ajudar nas tarefas domésticas, podemos também ensiná-los a gostar de bebes e crianças enquanto também são crianças, podemos ensinar os valores humanos que estão sendo colocados de lado.
E desejo que todas nós possamos ser desnecessárias para os nossos filhos. Como disse Dalai Lama, “Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.” Assim, após as novas conquistas para o novo milênio, desejo também que a mulher-mãe-profissional-independente-dona-do-seu-nariz esteja sentada em seu jardim, menos cansada e empoderada de paz.

Rio de Janeiro, 8 de março de 2018.
Foto, Dia das Mães de 2016, Eu e Diego, pelo olhar amoroso de Susana Ribeiro.

Gratidão e sorte, plantar amigos

O que fazer quando tudo está em crise? E como dar conta da situação atual do mundo, do país, do Rio de Janeiro, do vizinho, do amigo, do parente, daqueles que perambulam abandonados pelas ruas, como as nossas crianças ou mesmo os venezuelanos ou todos os seres abandonados nesta grande diáspora que vivemos? Digo e repito para mim todos os dias “acredita Silvana, acredita”. Por vezes ao menos tenho algo concreto para acreditar, mas acredito. E posso te dizer que dar conta é impossível, mas como dizem os sábios “cante a sua aldeia e cantarás o mundo”. E, assim, tento cantar a minha aldeia, os meus, e percebo que estar fazendo algo pelo outro também ajuda a vislumbrar além do meu próprio umbigo.
Mas é claro que nada é tão simples, que bate uma labirintite, uma falta de apetite, uma vontade danada de dormir, alguém grita que vai deprimir já já. É quando o melhor a fazer é ligar o botão de alerta e aproveitar aquele tempinho que sobra para ajudar na campanha de leite em pó do Inca Voluntários, entrar em um grupo que da suporte, e um ombro amigo, para pessoas que convivem com portadores de Alzheimer, levar o cachorro da amiga para passear ou ajudar outra numa mudança. O que vale é se ocupar e continuar na busca por novas oportunidades, produzir alguma coisa boa, seja o seu trabalho que te paga as contas, seja para ocupar a mente que insiste em dizer que tudo está fora da ordem mundial.
E assim, dentre outras coisas, com um tempinho extra na agenda, voltei a plantar, já comecei a dar mudas de presente aos amigos e busco um curso de jardinagem grátis para fazer em muito breve. Gosto de acordar e ver as florezinhas brotando todos os dias quando o sol chega perto das onze horas da manhã.
Todos os dias percebo mais e mais que ter um tempinho para fazer algo pelo outro é o grande mistério que cabe em nós, no nosso gesto de acolhimento. E hoje agradeço pelos amigos que tenho, pelos amigos dos meus amigos que também tenho comigo, por plantar amigos e acreditar neles, apenas. Sou uma pessoa de sorte. Namastê.

Na foto (de minha autoria), o amigo Shake – Golden do Leon e da Andrea – dorme antes do passeio de domingo, após tentar comer meu tênis. Porque o amor é azulzinho.

Circuitinho na Gávea | Segunda Edição

Quero convidar vocês para a segunda edição desse evento querido e encantador – o Circuitinho. que nesta edição recebe latas de leite em pó para o Inca Voluntário como ingresso para o evento.
Após sucesso absoluto da estreia do evento, em novembro de 2017, o evento acontece na Casa Rosa na Gávea, no fim de semana de 3 e 4 de março de 2018. As idealizadoras, o trio corajoso e competente formado por Joana e Julia Mendes, e Tati Bonaparte Dorf, aumentaram a programação grátis na tenda cultural, com a oficina de bolas de sabão garantida para encantar a todos nós. Tem Cynthia Howlett, que fala sobre alimentação saudável nas escolas, aula de yoga e alongamento para a família toda, além de sessenta marcas dedicadas ao universo infantil. Passa lá.

Trabalho de assessoria de imprensa realizado em parceria com Susana Ribeiro.

Programação gratuita na lona cultural:
Sábado, dia 3 de março:
13h às 14h, CORPO: Yoga para Pais e Filhos
14h às15h, ALIMENTAÇÃO: Oficina de Gastronomia, com Ana Elisa Castro (chef e apresentadora GNT)
15h às 16h, SUSTENTABILIDADE: Oficina de Boneco de Madeira, com Estúdio Ripa (Estudio de Joias e Bijuterias com madeira e materiais reutilizados)
16h às 17h, MÚSICA/DANÇA: Construção de instrumentos musicais com material reciclado, com Marco China (músico, capoeirista e artesão)
17h às 18h, MÚSICA/DANÇA: Conheça os instrumentos e seus primeiros sons, com Antonio Adolfo (músico e fundador do Centro Musical Antonio Adolfo)
18h às 19h, MÚSICA: Sarau com alunos do Centro Musical Antonio Adolfo

Domingo, dia 4 de março:
13h às 14h, CORPO: Alongamento para pais e filhos, com Power House (estúdio de pilates e treinamento funcional)
14h às 15h, ALIMENTAÇÃO: Palestra “Importância da alimentação nas escolas”, com Cynthia Howlett (Jornalista e Nutricionista)
15h às 16h,  EDUCAÇÃO: Autoconhecimento para pais e filhos através do seu signo, com Mônica Guinle (astróloga e psicóloga)
16h às 17h, MÚSICA/DANÇA: Aula de Hip-Hop, com criação e apresentação com crianças participantes, com Referência (escola de dança)
17h às 18h, MÚSICA/DANÇA: Conheça os princípios da batucada, com Mini Bloco (oficina e bloco de Carnaval infantil)
18h às 19h, MÚSICA: Show Mini Bloco, com a banda de crianças da Escola Parque

CIRCUITINHO:
Dias: 3 e 4 de março de 2018 (sábado e domingo)
Local: Casa Rosa da Gávea
End: Rua Marquês de São Vicente, 268 – Gávea, RJ
Horário: Das 12h às 20h
Entrada Adultos: Uma lata de leite em pó ou R$10,00, em prol do Inca Voluntário.
Crianças até 12 anos não pagam entrada (terão passe livre).
Serviço de Valet Parking no local.

Clipping 2017 e 2018: https://drive.google.com/open?id=0Byou4MpvKtcTbTJlQjY2ZF9KMkk

Compartir amor

Aprender um outro idioma é descobrir muito mais que novas palavras. É descobrir significados quando estamos em território que fala a língua. E foi assim que há um ano, em Montevideo, com meus amigos Tamy, Francisco e Mimi, e Nati, descobri o real significado da palavra em espanhol “compartir”, que é muito além da tradução “compartilhar”.
E descobri que este compartilhar é o que aprendi com vovó. É quando temos muito para dar sem nos preocupar com o tamanho dessa doação, sem se arrepender de ter coragem para amar o outro e abrir a nossa casa para aqueles todos além da família: os agregados e afins.
Em Montevideo, compartir foi muito além de dividir um churrasco, uma parrilla, uma casa quentinha. Foi acolhimento de quem compartilha o prato, o afeto, a disposição para ficar horas com o seguro viagem ao telefone, te dar uma decisão para te levar ao médico para acalmar, para saber que tudo não passava de uma gripe forte após uma farra noturna regada a vento, cerveja, Candombe e chuva – nesta ordem. E foi assim que ganhei uma família no Uruguay.

Saber receber é uma arte e haja disposição. Não é para os fracos.

A mesa posta, o café quentinho, muita conversa: é nesse cenário o grande abuso da minha existência na casa alheia, na casa da Patricia. Já chego para o lanche, para o almoço e até durmo. Tamanho desprendimento e cara de pau tem nome: Dona Jô, Joselinda – uma mistura de São José com Linda – a conterrânea das minhas raízes no Espirito Santo, mãe da parceira Patrícia. Dona Jô, que com sua voz mansa sempre me fez ficar mais um pouquinho. E ainda tem um agravante: atravessar a rua e estar na areia da praia. Até Diego, meu filho, ficava sem o famoso, “vamos mãe”. E isso também tem um nome: compartilhar amor. E Dona Jô me acolhe, me aquece, me lembra vovó.
Em 2014, quando mamãe começou a morar comigo (por conta do Alzheimer), passei com ela para dar um beijo de Natal na família Joselinda, no dia 25 de dezembro. Naquele dia, comentei com Dona Jô que nunca mais comeria uma rabanada, pois além da minha mãe não ter mais como fazer, eu me descobri intolerante a lactose. Conversa vai, conversa vem e, de repente, surge à minha frente um prato de rabanadas quentinhas. Fiquei muito emocionada e jamais me esqueço daquele dia. Eu e mamãe nos esbaldamos na rabanada feita sem leite algum, quentinha, uma de-lí-ci-a. Sentei no colo de Dona Jô, abracei e beijei agradecida. Patricia fez uma foto.
Desde então faz-se o ritual da rabanada na casa da amiga, e a mãe da amiga me acolhe com gosto de família. Mas no último Natal não teve o ritual, já que fugi para a Serra logo após o dia 24 de dezembro. Há duas semanas cheguei na casa da Patricia com a desculpa de falar sobre trabalho e algum tempo depois lá estavam elas, as-ra-ba-na-das. Diego, que comia a iguaria portuguesa por todo o ano, já que era só pedir que minha mãe fazia, me ligou na “hora agá”. Contei a façanha e foi quando a voz do outro lado disse “ah mãe, não comi nenhuma no fim do ano”.
O dia seguinte foi reservado para visitar Diego e Carol, para ver Fernanda (irmã da Dona-Nora que mora em São Paulo), para beijar Almeida OGato, para conversar e levar, de surpresa, uma quentinha com as rabanadas.
E foi assim que Diego, Carol, Fernanda, e uma amiga do casal, a Pri, compartimos o amor de Dona Jô em forma de rabanadas. E isso aqueceu nossos corações.

Rio de Janeiro, 11 de fevereiro, 2018

Foto montagem: Dona Jô e Sil (2014, RJ), por Patricia Fernandes;
Mimi e Sil (2017, Montevideo, Uy), por Francisco Vervloet

Instituto Identidades do Brasil & Great Place To Work | Pesquisa “Melhores Empresas”

Após 130 anos da abolição da escravidão negra no Brasil, olhamos para os lados e ainda nos deparamos com preconceito, descaso, diferenças sociais, e a lista é imensa. Mas o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR – http://simaigualdaderacial.com.br/idbr/#quemsomos) vem firmando parcerias em busca de melhores espaços, no mercado de trabalho, para os negros do país. Nesta quarta-feira, 17 de janeiro de 2018, em São Paulo, o ID_BR lançou, em parceria com a Great Place To Work (GPTW – http://www.greatplacetowork.com.br/), uma pesquisa que pretende classificar as empresas que dizem sim à igualdade racial, mostrar ao mercado de trabalho quem está incluindo em seus RH e em suas políticas internas, ações afirmativas em prol da igualdade de oportunidades para brancos e negros.

A seguir, cinco perguntas que estão no questinário da pesquisa: Todos os gestores e porta-vozes da sua empresa têm propriedade para discutir inclusão e diversidade racial; Como sua empresa acompanha evita riscos de discriminação revisa formalmente campanhas da área interna e de agências de comunicação e marketing; Quais são as práticas que sua empresa possui para assegurar o desenvolvimento profissional e permanência de funcionários negros; Sua empresa exige que fornecedores e terceiros sigam os mesmos princípios da sua empresa em relação a diversidade étnico-racial; A empresa possui cotas ou outros programas para recrutamento de pessoas negras? Se sim, quais.

O resultado será divulgado em abril pela empresa global de pesquisa GPTW, e pelo ID_BR, mas já estamos dando um grande passo para mudar a história dos nossos futuros profissionais do Brasil. Como Alice, que chega em março já toda orgulhosa da sua mamãe, Luana Génot, que idealizou o ID_BR na luta por dias mais juntos para os negros no Brasil.

Projeto em parceria com Ana Paula Romeiro | a partir de agosto, 2017
Foto: Adalto Jr
Clipping: https://drive.google.com/open?id=0Byou4MpvKtcTc2pxVEJkVDBocnM

Vídeo Jogo do Privilégio | ID_BR

 

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