Metropolitan | Casa de espetáculos

Em 1996 assumi a assessoria de imprensa do Metropolitan, na época, a maior casa de espetáculos da América Latina, do empresário Ricardo Amaral, sob a regência do jovem Bernardo Amaral. Após um ano, duas situações de grande desafio: buscar uma pessoa para substituir Ana Paula Romeiro, minha dupla que foi gerenciar o depto de imprensa da gravadora BMG e aceitar o convite dos Amaral para assumir como diretora a produção, a agenda de shows, a comunicação e, posteriormente, o artístico da casa. Neste percurso, outras seis casas do empresário como a academia Estação do Corpo, a pizzaria Gattopardo e o ainda Hipopotamus, esteve, num determinado momento, todos sob a minha gerência de comunicação.

No Metropolitan, foram estimados em torno de 300 espetáculos no período de três anos – entre 1996 e 1999. Shows, teatro, espetáculos de mágica, ou mesmo o ainda desconhecido Ultimate Fighter (luta em octagono conhecida em todo o mundo). Foi neste período que se apresentaram no Brasil os internacionais: BB King, David Bowie, Lou Reed, Oasis, Robert Cray, Alanis Morissette, Björk, Nathalie Cole, o mágico David Coperfield, cias de ballet internacionais, dentre tantos outros. E os nacionais, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia, todo o Pop Rock nacional, o Axé, a chegada do Sertanejo.

Neste mesmo período, coordenei a Metropolitan News, publicação mensal com distribuição gratuita para os frequentadores da casa. Seu conteúdo falava sobre a programação do mês, matérias especias e colunismo social.

Aqueles anos foram de extrema importância para a minha carreira, além ter sido uma grande aventura.

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Warner Bros. | Cinema

Cheguei na Warner Bros. em 1991, para substituir a titular da publicidade do escritório da major no Brasil, quando todas as cias de cinema ficavam situadas na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro. Após três meses, não consegui mais sair e não me deixaram ir embora. Um cargo novo foi criado através da agência de publicidade que atendia a companhia e, assim, cuidei dos projetos especiais de imprensa e do recém criado departamento de promoções. A Disney era distribuída pela Warner Bros. no mundo, e tive o privilégio de trabalhar o lançamento do primeiro desenho animado indicado ao Oscar – A Bela e a Fera. Após o zum zum zum do desenho concorrer como Melhor Filme, criaram a categoria Animação. Além da Bela e a Fera, outros personagens vieram para fazer divulgação, como Peter Pan e Branca de Neve e os Sete Anões. Deu trabalho, mas eram divertidos e fofos. Em 1992, lancei a “Versão do Diretor” do filme da minha vida, Blade Runner, dez anos após a sua estreia, quando o novo final mudou completamente tu-do no filme. A promoção com a Pepsi Co. para Batman O Retorno, onde um carro Eclipse era o prêmio, e o prêmio foi para a calçada do cinema Roxy, em Copacabana, na noite da pré-estreia e quase ficamos de cabelos brancos. O sucesso de Imperdoáveis, de Clint Eastwood, numa época que se duplicava a master para gerar novas cópias. E lá vamos nós aprovar legendas de um longa de três horas. Após umas cinco cópias e 15 horas do mesmo filme, parei de contar. Lançamentos memoráveis e muitas histórias com aquela equipe sensacional que convivi, composta por Fred Schiffer, Sandra Vilella, Cesar Barata e Catharina Attema (esta última, que substitui e trabalha por lá até os dias atuais). Todos comandados pelo Sr. Jorge Correa, presidente da Warner no Brasil, que me chamava de “minha filha”. Sou uma pessoa de sorte.

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