Brinquedo perigoso do tempo

Objeto do meu desejo
Em sonhos inacabados
Acerca de mim, meu corpo
Objeto das minhas dúvidas
Em benefício passeia
Espreitando meu sono
Na noite cala
Objeto da minha euforia
Forjada em silêncio
No amanhecer de cheiros semeia
Objeto da minha escolha
Inacabada perfeição de cor
Abandonada no canto da sala
Objeto de amor profundo
Quase impossível dor
Andarilho e sedutor
Objeto de saudade inconsciente
Adormece no meu tempo
Vazio quando ausente
Passa as horas na lembrança
A distância como segurança
Presença que se faz presente
Objeto do meu capricho
Brinquedo perigoso
Que se encontra nos pensamentos
No entorno dos sentimentos
Vaga

 

Rio, 9 de maio, 2009
Foto: Silvana Cardoso

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